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Depois de observar as dificuldades enfrentadas pela irmã autista, desenvolvedor lançou aplicativo focado nesse público.

O autismo fez com que a Natália nunca aprendesse a falar, dificultando sua comunicação com a família e outras pessoas de seu convívio. O que a jovem de 18 anos não imaginava é que seu irmão usaria a tecnologia para ajudá-la, auxiliando também muitos outros autistas.

Gabriel Nunes Reynoso é o desenvolvedor responsável pelo Chups, um aplicativo lançado no final de 2017 com o objetivo de “ajudar no dia a dia do autista, dando àqueles que não conseguem falar a possibilidade de se expressarem mais facilmente, organizar as tarefas do dia a dia, permitir a comunicação eficiente também para aqueles que não escrevem, além de ajudar em momentos de crise”.

Foi o próprio Gabriel quem revelou ter se inspirado na condição da irmã para desenvolver o app. O trabalho aconteceu dentro da Apple Developer Academy, na Universidade Católica de Brasília (UCB), e contou com a ajuda de três especialistas: uma estudante de mestrado que está desenvolvendo uma tese sobre Design e Autismo; um professor da UCB e coordenador do projeto “Com Vivências”, onde é responsável por mais de 80 crianças com TEA; e uma psicóloga representante do Movimento Orgulho Autista do Brasil (MOAB).

O aplicativo Chups combina texto, imagens e voz para traduzir as emoções dos autistas e auxiliá-los a se comunicarem. Suas principais funcionalidades são uma agenda, cartões de comunicação, teclado de voz e ajuda para compreender o que o autista está sentindo. O app é pago e só está disponível para iPads — ele pode ser baixado na App Store. Confira uma rápida demonstração de como ele funciona:

Gostou? Conhece outros aplicativos que facilitam a vida das pessoas autistas? Compartilhe com a gente nos comentários!

As telas e aplicativos que tanto entretém os adultos também geram encanto nas crianças, que muitas vezes manejam os dispositivos melhor do que gente grande. Com os pequeninos no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) não é diferente e o fascínio, em alguns casos pode ser ainda maior. No caso das crianças no espectro, o que muda é a evolução e o aprendizado que cada dispositivo pode proporcionar. Neste artigo separamos cinco ferramentas que podem facilitar e estimular as habilidades de comunicação e interação dos autistas, reduzindo também o estresse causado pela dificuldade de se fazer entender e pelas eventuais mudanças na rotina. Confira abaixo!

Minha Rotina Especial

O Minha Rotina Especial é um aplicativo cuidadosamente planejado para estimular o desenvolvimento integrando informações diárias que deixam a rotina mais clara e organizada para as crianças, diminuindo assim sua ansiedade caso surja uma atividade diferente, por exemplo. A ferramenta permite criar um planejamento detalhado e um passo a passo de toda e qualquer tarefa do dia.

Story Creator

O Story Creator é uma ferramenta de comunicação para crianças contarem suas vivências através de desenhos, fotografias, vídeos, textos e áudios. As coleções formadas podem ser compartilhadas com os demais usuários do aplicativo ou até mesmo por e-mails e outros apps, facilitando a comunicação entre os autistas e seus pais, familiares, amigos e professores.

Livox

O Livox não é apenas uma indicação nossa — ele é vencedor do prêmio da ONU de melhor aplicativo de inclusão. A ferramenta brasileira traduz para comando de voz os símbolos que aparecem na tela e são tocados pelo usuário. Ele é benéfico para pessoas com dificuldades tanto de comunicação quanto motoras. Adaptado para mais de 25 línguas, o app já conta com repertório superior a 12 mil imagens.

Tobii

O Tobii também é um aplicativo que ajuda as pessoas com TEA através de figuras. Com um vocabulário assistivo e alternativo, ele transforma símbolos em falas com clareza. Fácil de usar, é um ótimo recurso de linguagem para quem tem pouca ou nenhuma capacidade verbal e alfabetização. Na prática, ele possibilita à criança construir frases específicas e informar suas necessidades de ir ao banheiro, dores, fome, preferências por lugares ou atividades específicas, etc.

Tippy Talk

O Tippy Talk é um aplicativo de mensagens instantâneas. Através dele a criança pode montar frases com símbolos, que serão convertidos em texto no dispositivo da pessoa com quem ela deseja se comunicar. Isso facilita a vida da pessoa autista, que consegue se expressar de forma mais fácil e de sua família e amigos, que vão entender com mais clareza os seus desejos e necessidades.

Você conhece ou usa algum desses aplicativos? Tem outros para indicar que não foram mencionados aqui? Deixe seu comentário!

No artigo anterior apresentamos algumas invenções que podem facilitar a vida das pessoas autistas e de seus familiares. Hoje trazemos a segunda parte desse texto, com outros aplicativos e dispositivos que poderão auxiliar a rotina de quem vive e convive com o autismo.

The Autism Glass Project

Apesar de ter sido descontinuado, o óculos da Google vem sendo explorado pelos pesquisadores da Universidade de Stanford. Eles estão testando em 100 crianças e adolescentes autistas de 3 a 17 anos um software que permite a elas “enxergarem” pistas sociais através do Google Glass, e assim melhorarem suas habilidades sociais.

Usando inteligência artificial e outras formas de aprendizado mecânicas, os cientistas tentam criar uma maneira de ajudar as crianças autistas a decodificarem expressões faciais. A ideia é que, quando uma criança usar os óculos ativados com o programa, ela não precise adivinhar o tom emocional de uma conversa e consiga entender se a outra pessoa está feliz, triste ou irritada, por exemplo. Isso seria possível graças a um texto simples que apareceria no canto da tela, dizendo o que a expressão facial do outro revela sobre seu humor. Se tudo der certo, o software será comercializado em alguns anos. Você pode saber mais sobre o projeto aqui ou pelo vídeo abaixo:

 

Skoog

O Skoog é um cubo tátil acessível que melhora as interações sociais das crianças autistas através de músicas e jogos. Conectado a um iPad, o dispositivo permite que as crianças comecem a criar música imediatamente, sem qualquer conhecimento prévio.

Embora tenha sido concebido para facilitar a terapia musical, o Skoog também pode ajudar a preencher as lacunas de comunicação entre autistas e neurotípicos, dando às crianças com autismo uma experiência sensorial amigável, que acalma os nervos e incentiva a interação ao mesmo tempo.

Com informações traduzidas e adaptadas do site Mashable.
Se não leu, leia a parte 1 deste texto.

Você conhece ou já assistiu um antigo desenho animado chamado Os Jetsons? Sua característica mais marcante é o cenário futurista onde os personagens vivem: carros voadores, robôs inteligentes e muitos outros tipos de invenções dignas da ficção. Apesar de em alguns aspectos estarmos bem distantes da realidade mostrada no desenho, em outros é possível perceber claramente a influência determinante da tecnologia em nossas vidas. Os mapeamentos genéticos, por exemplo, são possíveis graças ao avanço tecnológico — não por acaso fazem parte da chamada “medicina do futuro”.

Se as pesquisas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) recebem uma ajuda e tanto da tecnologia, com os tratamentos não seria diferente. Aplicativos e dispositivos estão surgindo para melhorar a vida das pessoas autistas e suas famílias. Hoje vamos te apresentar três deles — na semana que vem você conhecerá outros dois. Ainda que muitos não estejam ao alcance de todos, eles não deixam de representar uma esperança. Afinal, como toda tecnologia, aos poucos eles se tornarão acessíveis para quem mais precisa. Confira:

Synchrony

Semelhante a um tambor, o Synchrony é um dispositivo criado para ajudar crianças autistas a socializarem através da música. Ele pode ser usado como terapia de música formal ou informal, que tem comprovadamente ajudado crianças autistas a ampliarem suas habilidades sociais e emocionais. O instrumento ajuda crianças autistas a superar as diferenças sociais, permitindo que elas se harmonizem — literalmente — com os companheiros de brincadeiras. Sensível ao toque, o Synchrony responde com sons calmantes, sem dissonâncias ou “notas ruins” que porventura possam afetar as crianças autistas.

Proloquo4Text

Este aplicativo baseado em texto transforma instantaneamente palavras digitadas em fala. Projetado para autistas não-verbais, o Proloquo4Text pode ser personalizado para exibir palavras e frases usadas com frequência. O aplicativo também traz uma previsão de palavras e sentenças aprendidas nos padrões de comunicação do usuário, para oferecer respostas mais rápidas. É possível ainda que a pessoa escolha sua própria voz para personalizar a fala reproduzida pelo app, dando-lhe autonomia não apenas sobre o que diz, mas também sobre como diz. Está disponível na loja de aplicativos da Apple, com interface em inglês e 18 opções de idioma para escrita e fala — inclusive o português.

Leka

Este brinquedo interativo adorável serve como um amigo para as crianças autistas, incentivando o desenvolvimento da autonomia através de jogos independentes. O dispositivo inteligente Leka toca sons e música, acende, vibra e até fala para ajudar a envolver as crianças autistas em atividades multissensoriais. O gadget também é personalizável, podendo ser adaptado para atender às necessidades específicas de quem o utiliza. Veja como funciona:

 

Com informações traduzidas e adaptadas do site Mashable.

Quem tem criança em casa sabe da atração que os aparelhos tecnológicos exercem sobre elas. No caso dos pequenos no espectro do autismo, a tecnologia tem funções que vão muito além do mero entretenimento: pode melhorar a comunicação e diminuir o isolamento social. No nosso blog já falamos sobre pesquisas que estudam a interação entre robôs e crianças com autismo. Falamos também de um aplicativo voltado para elas, desenvolvido por estudantes de São Paulo. Hoje trazemos uma nova dica, ou melhor três.

Pensando na relevância dos jogos virtuais para crianças, e usando esse recurso como ferramenta de ensino e desenvolvimento, a Fundação Panda criou três jogos educacionais que podem ser instalados em tablets e smartphones, ou utilizados online, no computador. Em cada um deles, o personagem principal Nico tem um objetivo diferente. Em “A Hora do Nico” o jogador deve ajudá-lo a executar tarefas simples do dia a dia, como lavar as mãos, usar o banheiro, se alimentar e dormir. Para fazer tudo certinho a criança conta com a ajuda de um vídeo para cada atividade.

Em “Adivinhe com Nico” o jogo propõe brincadeiras que estimulam a criança a desenvolver habilidades de atenção compartilhada. Já em “Vestindo com o Nico” o jogador ajuda o personagem principal a escolher suas roupas de acordo com o clima, e também pode treinar a sequência correta para se vestir sozinho.

Ficou interessado? Baixe os jogos pela loja virtual do Android (Google Play)ou do iOS (App Store). Você pode também acessar aqui e jogar online pelo computador.

Sobre a Fundação

A Fundação Panda é uma iniciativa brasileira pautada no que existe de mais avançado e cientificamente eficaz na área de desenvolvimento infantil. Saiba mais no vídeo abaixo:

Imagine um robô que conversa com o seu filho, percebendo suas necessidades de interação e respondendo de uma maneira compreensiva, ao mesmo tempo que o ensina como agir diante de situações sociais. Pode parecer cena de ficção científica, mas acredite: é real e pode estar cada vez mais perto de se tornar parte da sua vida.

Pesquisadores da Universidade George Washington vêm estudando a interação entre crianças com autismo e robôs. Na abordagem desenvolvida pelos cientistas, 20 crianças com a condição TEA são incentivadas a conversar com robôs interativos que detectam e analisam suas ações. Em contrapartida, eles respondem de forma a reforçar o aprendizado social das crianças, usando gestos personalizados e pistas vocais para oferecer a elas interações gratificantes.

Aqui na Tismoo a tecnologia também é uma aliada importante no desenvolvimento do nosso trabalho. Graças a ela podemos oferecer às pessoas serviços como o mapeamento genético, e desenvolver pesquisas com as células-tronco e os mini-cérebros.

Para além da ciência, a tecnologia pode melhorar a comunicação e diminuir o isolamento social de crianças com autismo. Enquanto muitas pessoas criticam ferramentas como aplicativos, games, wi-fi e redes sociais, enxergando-as como fator de isolamento social, o pesquisador e professor da Universidade George Washington, Kevin Pelphrey, afirma que é graças a elas que muitas crianças estão experimentando a inclusão. Um exemplo que ele nos oferece é o aplicativo Sit With Us (em tradução livre, “Sente-se com a gente”). Criado por uma adolescente americana, o app ajuda a promover a inclusão de crianças que têm dificuldades em encontrar colegas para lhes fazer companhia na escola durante o almoço. Através do aplicativo outros estudantes podem sinalizar para essas crianças que elas estão convidadas a se sentar junto a eles.

Carros que se movem sem motoristas, geladeiras que te avisam quais alimentos estão para vencer, casas com sistemas de segurança ativados pelo reconhecimento da íris. A tecnologia está aí para nos oferecer mais conforto e praticidade, mas sua importância vai muito além desses aspectos e ela pode mudar (de verdade) a vida das pessoas.

Como a tecnologia ajuda seu filho a interagir com o mundo? Conte pra gente nos comentários!

Duzentos e quinze milhões. De dólares. Essa é a quantia investida pelo governo americano em um programa voltado para a medicina de precisão. A gestão Obama colocou o assunto como prioridade na sua pauta de saúde, o que sinaliza uma tendência mundial. Ao sequenciar o genoma de 1 milhão de voluntários, os Estados Unidos esperam criar um banco de dados sobre diversas doenças e entender como os hábitos e a genética atuam em cada uma delas. Isso mostra que o desenvolvimento das tecnologias de informática e processamento de dados não está afastado do futuro da medicina.

Especialistas acreditam que em uma ou duas décadas, a ida ao médico será completamente diferente. Em vez de perguntas amplas — com respostas completamente subjetivas — sobre o estado do paciente, os profissionais de saúde vão ter acesso a um verdadeiro mapa. Análises genéticas cada vez mais rápidas e acessíveis vão mostrar quais são os problemas de cada um, o que vai facilitar o entendimento de suas causas e, por consequência, a visão de soluções efetivas para cada um deles. Se lembra daquele conhecido que tomou um remédio para uma doença, mas o medicamento acabou trazendo outras complicações? A tendência é que, com a medicina de precisão, essas histórias fiquem no passado.

Um dos aliados para tornar esse cenário possível é o armazenamento em nuvem. Antigamente se você perdesse seu celular, as fotos e contatos iam embora. Hoje, basta plugar o novo aparelho em um computador e recuperar as informações que foram guardadas nas chamadas “nuvens”. Essa possibilidade já está sendo usada por milhares de laboratórios de pesquisa, que salvam bilhares de informações nesses espaços online. Além de permitir um volume astronômico de informações, essa tecnologia torna possível o compartilhamento de dados. Ou seja, se um registro feito por pesquisadores na Suíça for útil para você, no Brasil, esse dado estará disponível.

A Tismoo se apoia nessas tecnologias novas para pensar formas de tornar essa medicina de ponta acessível. Quando a televisão de tela plana foi lançada, seu preço afastava a maioria dos consumidores. Hoje, quase não se vê aparelhos de tubo. O mesmo deve acontecer com os exames de sequenciamento genético. Apesar dos custos dos exames genéticos ainda serem altos, em breve essa tecnologia estará mais barata — e isso será uma verdadeira revolução.