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Imagine um robô que conversa com o seu filho, percebendo suas necessidades de interação e respondendo de uma maneira compreensiva, ao mesmo tempo que o ensina como agir diante de situações sociais. Pode parecer cena de ficção científica, mas acredite: é real e pode estar cada vez mais perto de se tornar parte da sua vida.

Pesquisadores da Universidade George Washington vêm estudando a interação entre crianças com autismo e robôs. Na abordagem desenvolvida pelos cientistas, 20 crianças com a condição TEA são incentivadas a conversar com robôs interativos que detectam e analisam suas ações. Em contrapartida, eles respondem de forma a reforçar o aprendizado social das crianças, usando gestos personalizados e pistas vocais para oferecer a elas interações gratificantes.

Aqui na Tismoo a tecnologia também é uma aliada importante no desenvolvimento do nosso trabalho. Graças a ela podemos oferecer às pessoas serviços como o mapeamento genético, e desenvolver pesquisas com as células-tronco e os mini-cérebros.

Para além da ciência, a tecnologia pode melhorar a comunicação e diminuir o isolamento social de crianças com autismo. Enquanto muitas pessoas criticam ferramentas como aplicativos, games, wi-fi e redes sociais, enxergando-as como fator de isolamento social, o pesquisador e professor da Universidade George Washington, Kevin Pelphrey, afirma que é graças a elas que muitas crianças estão experimentando a inclusão. Um exemplo que ele nos oferece é o aplicativo Sit With Us (em tradução livre, “Sente-se com a gente”). Criado por uma adolescente americana, o app ajuda a promover a inclusão de crianças que têm dificuldades em encontrar colegas para lhes fazer companhia na escola durante o almoço. Através do aplicativo outros estudantes podem sinalizar para essas crianças que elas estão convidadas a se sentar junto a eles.

Carros que se movem sem motoristas, geladeiras que te avisam quais alimentos estão para vencer, casas com sistemas de segurança ativados pelo reconhecimento da íris. A tecnologia está aí para nos oferecer mais conforto e praticidade, mas sua importância vai muito além desses aspectos e ela pode mudar (de verdade) a vida das pessoas.

Como a tecnologia ajuda seu filho a interagir com o mundo? Conte pra gente nos comentários!

Duzentos e quinze milhões. De dólares. Essa é a quantia investida pelo governo americano em um programa voltado para a medicina de precisão. A gestão Obama colocou o assunto como prioridade na sua pauta de saúde, o que sinaliza uma tendência mundial. Ao sequenciar o genoma de 1 milhão de voluntários, os Estados Unidos esperam criar um banco de dados sobre diversas doenças e entender como os hábitos e a genética atuam em cada uma delas. Isso mostra que o desenvolvimento das tecnologias de informática e processamento de dados não está afastado do futuro da medicina.

Especialistas acreditam que em uma ou duas décadas, a ida ao médico será completamente diferente. Em vez de perguntas amplas — com respostas completamente subjetivas — sobre o estado do paciente, os profissionais de saúde vão ter acesso a um verdadeiro mapa. Análises genéticas cada vez mais rápidas e acessíveis vão mostrar quais são os problemas de cada um, o que vai facilitar o entendimento de suas causas e, por consequência, a visão de soluções efetivas para cada um deles. Se lembra daquele conhecido que tomou um remédio para uma doença, mas o medicamento acabou trazendo outras complicações? A tendência é que, com a medicina de precisão, essas histórias fiquem no passado.

Um dos aliados para tornar esse cenário possível é o armazenamento em nuvem. Antigamente se você perdesse seu celular, as fotos e contatos iam embora. Hoje, basta plugar o novo aparelho em um computador e recuperar as informações que foram guardadas nas chamadas “nuvens”. Essa possibilidade já está sendo usada por milhares de laboratórios de pesquisa, que salvam bilhares de informações nesses espaços online. Além de permitir um volume astronômico de informações, essa tecnologia torna possível o compartilhamento de dados. Ou seja, se um registro feito por pesquisadores na Suíça for útil para você, no Brasil, esse dado estará disponível.

A Tismoo se apoia nessas tecnologias novas para pensar formas de tornar essa medicina de ponta acessível. Quando a televisão de tela plana foi lançada, seu preço afastava a maioria dos consumidores. Hoje, quase não se vê aparelhos de tubo. O mesmo deve acontecer com os exames de sequenciamento genético. Apesar dos custos dos exames genéticos ainda serem altos, em breve essa tecnologia estará mais barata — e isso será uma verdadeira revolução.