Desta vez, quem recebe a apresentação sobre a nova rede social será Houston, no Texas

Com palestra do jornalista Francisco Paiva Junior, quem coordena o iniciativa Tismoo.me, o objetivo é apresentar a nova rede social aos brasileiros e norte-americanos que vivem nos Estados Unidos, já que a plataforma será lançada em ambos os países — em português e em inglês. Outro palestrante que tocará no assunto e o renomado neurocientista Alysson Muotri, cofundador da Tismoo.

Califórnia

Os dois eventos anteriores foram em dezembro último, na Califórnia. O primeiro aconteceu em San Diego, no dia 5 de dezembro, organizado pela ATPF (Autism Tree Project Foundation), organização não-governamental local que atende famílias afetadas pelo autismo naquela região. O evento, todo em inglês e direcionado à comunidade norte-americana, foi na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), com apresentações do neurocientista Alysson Muotri e do jornalista Francisco Paiva Junior, que coordena o projeto da nova rede social com foco no autismo.

O segundo evento deu-se no Consulado Geral do Brasil em Los Angeles, na manhã do dia 7 de dezembro. Todo em português, o evento “Juntos somos mais fortes” reuniu a comunidade brasileira que vive na Califórnia para falar de autismo. Além dos dois palestrantes do evento de San Diego, Muotri e Paiva, outros nomes ligados ao autismo também se apresentaram no consulado brasileiro.

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Você ainda não sabe o que é a Tismoo.me? Então leia nosso artigo “Lançamento 2020! Rede social Tismoo.me”, e inscreva-se na lista de espera para conectar-se à plataforma quando for lançada, acessando o site: tismoo.me.

Brasil terá movimento nacional unificado, lançado pela Revista Autismo, para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril

Todos unidos em 2020: ‘Respeito para todo o espectro’

Segundo os organizadores da campanha, “ao mencionar ‘todo o espectro’ no tema, a campanha deixa claro que há uma extensa diversidade, um espectro, na maneira como o autismo afeta cada indivíduo, havendo desde pessoas com graves comprometimentos e comorbidades (outras condições de saúde associadas, como epilepsia e deficiência intelectual) até os chamados ‘autistas de alto funcionamento’, com sinais e sintomas muito leves do transtorno (antigamente diagnosticados com síndrome de Asperger). Por isso o nome técnico ganhou a palavra ‘espectro’, Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), pela grande variação de características e intensidades”.

#RESPECTRO

O pedido é simples: “respeito nas políticas públicas (quase inexistentes no país), respeito no tratamento e terapias por meio do SUS (sem previsão do mínimo aceitável), respeito na inclusão no mercado de trabalho, na educação, em eventos, na sociedade de um modo geral e, logicamente, mais informação e menos preconceito”. Mais conteúdo a respeito de autismo e o “2 de abril” podem ser obtidas aqui no Portal da Tismoo e no site da Revista Autismo. A ONU também disponibiliza informações sobre a data e seu site (www.un.org/en/events/autismday).

No 2 de abril e principalmente no fim de semana dos dias 4 e 5 de abril, haverá eventos e caminhadas em todo o Brasil para promover a conscientização a respeito do TEA. Em 2019, o maior evento aconteceu em São Paulo (SP), na Avenida Paulista, onde 10 mil pessoas caminharam para chamar a atenção pela causa. Outros destaques de público foram o Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Manaus (AM). Em 2020, as tradicionais caminhadas do Dia Mundial de Conscientização do Autismo de São Paulo e Rio de Janeiro acontecerão no domingo 5 de abril.

Leia também nosso artigo (constantemente atualizado) “O que é autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?” e “Quais os sinais e sintomas de autismo?”.

Filme curta-metragem feito por diretor que tem um filho autista é sobre ter uma criança “diferente” dos padrões

Aceitar um diagnóstico de autismo é essencial. Ainda mais se estivermos falando de uma criança, a aceitação por parte da família, principalmente dos pais, faz toda a diferença.

Esse é o mote de um curta-metragem lançado pela Pixar, chamado “Float” (em inglês, flutuador, numa tradução livre), disponível desde novembro de 2019 para os Estados Unidos na plataforma de streaming de vídeo Disney+ (que estreia no Brasil em 2020, mas ainda sem data definida).

A animação, com sete minutos de duração, conta a história de um garoto que tem o poder de flutuar (o que dá nome ao curta). Com a desaprovação da vizinhança e das pessoas ao redor para essa “diferença” da criança, o pai opta por isolar-se e manter o menino em casa. A tentativa é de protegê-lo. Qualquer semelhança com histórias de famílias afetadas pelo autismo ou outras condições de saúde não é mera coincidência. Um curta da Pixar baseado em autismo: ‘Float’

Um curta da Pixar baseado em autismo: 'Float' — TismooAceitação e empatia

Além de aceitação, o curta fala de empatia, principalmente para quem tem filhos neurotípicos e não sabe como lidar com situações envolvendo diversidade, neurodiversidade e condições de saúde limitantes. Num dado momento, diante de tanto olhares julgando seu comportamento o o do filho, o pai se desespera e clama ao garoto, na única fala do filme: “Por que você não pode simplesmente ser normal?!” (quando assisti pela primeira vez, caiu um cisco no meu olho bem nessa hora…).

Melhor parar por aqui para não dar spoiler. O filme é realmente muito lindo e termina com uma dedicatória de Bobby: “Para Alex. Obrigado por me tornar um pai melhor! Dedicado com amor e compreensão a todas as famílias que têm crianças consideradas diferentes”.

“Float” não fala de autismo explicitamente, mas é uma metáfora excelente para qualquer família com uma criança que não seja neurotípica, fora dos “padrões”, diferente, que “não flutua”.

Trailer

Veja, abaixo, o trailer oficial de “Float” e outros curtas do projeto”‘SparkShots”.

Nova lei em SP: cinemas terão sessão adaptada para autistas — Tismoo

Legislação determina que salas de cinema tenham ao menos uma sessão por mês com adaptações para pessoas com autismo

A partir de 15.abril.2020, todos os cinemas da cidade de São Paulo (SP) deverão oferecer pelo menos uma sessão mensal adaptada para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), de acordo com lei municipal sancionada dia 14.jan.2020 pelo prefeito da capital paulista: Lei 17.272/20. Nessas sessões, as luzes deverão estar levemente acesas, o som mais baixo e não poderá haver exibição de publicidades, como trailers e propagandas de marcas.

O texto da lei é de autoria do vereador Rinaldi Digilio. Em nota, o vereador disse que o projeto surgiu do relato de uma mãe que não conseguiu levar o filho autista para assistir ao blockbuster “Vingadores: Ultimato”. “Ela dizia que ele queria ver o filme, mas o escuro e o som alto incomodavam muito. As pessoas não compreendiam e reclamavam, então, ela decidiu não o levar”, afirmou. “São Paulo conta com um contingente estimado de quase 250 mil autistas, que não conseguem ir ao cinema, com exceção a projetos especiais. Uma política pública séria vai garantir esse acesso tão necessário para essas pessoas que já são tão excluídas”. Uma parceria do Cine Belas Artes e a ONG Super Mães Especiais levou o vereador para participar de uma sessão adaptada em 2019 e constatou, de perto, a importância da iniciativa. “Foram experiências incríveis, com medidas que exigem pouco investimento, mas que podem mudar vidas e garantir direitos. A política precisa pensar no futuro, e por isso deve pensar nas crianças,” comentou para o site da prefeitura de SP.

Sessão Azul

A ação de adaptar sessões para autistas não é novidade. Isso já acontece em vários cinemas e teatros do Brasil por meio da Sessão Azul, idealizada pelo gerente de projetos Leonardo Bittencourt Cardoso e pelas psicólogas Carolina Salviano de Figueiredo e Bruna Manta. A organização promove sessões adaptadas para autistas em capitais e outras cidades em diversos estados do Brasil (veja a programação).

Segundo a nova lei, as sessões deverão ser identificadas com o símbolo mundial do autista na entrada da sala de exibição. O estabelecimento que descumprir a lei receberá, primeiramente, uma advertência e, no caso de reincidência, uma multa de R$ 3 mil. Uma segunda reincidência resultará em nova multa, de R$ 10 mil, e, se for repetida, poderá levar à interdição do estabelecimento.

Com os 10 primeiros episódios da nova temporada disponíveis na Globoplay, a série já está com a 4ª temporada confirmada

Nesta segunda, 6 de janeiro (2019), estreou a terceira temporada da série The Good Doctor no Brasil, exibida pela Globoplay. Por enquanto, estão disponíveis apenas os dez primeiros episódios, como aconteceu com a segunda temporada. Nos Estados Unidos, a terceira temporada estreou dia 23 de setembro de 2019 e o décimo episódio foi exibido dia 2 de dezembro seguinte. A série volta a ser exibida na segunda-feira, 13 de janeiro de 2020, para os oito episódios restantes da temporada, no canal ABC. A Globoplay ainda não divulgou quando disponibilizará os demais episódios no Brasil.

Apesar de muito famosa, vale lembrar que a série conta a história de um jovem médico que tem autismo, Shaun Murphy (interpretado por Freddie Highmore), que começa a trabalhar em um grande e famoso hospital, o St. Bonaventure Hospital, em San Jose, na Califórnia (EUA). O jovem residente tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais.

Desde a sua estreia no Brasil, a produção já ganhou exibição em canais da TV aberta (na noites de quinta) e fechada (no canal GNT), além de um episódio especial de divulgação dentro do Tela Quente. Com esse sucesso de audiência, a série chegou a ser chamada por alguns de “o Chaves da Globo” por conta de suas repetidas exibições.

Spoiler

Com os residentes estão crescendo profissionalmente com a Doutora Audrey Lim (interpretado por Christina Chang), na nova temporada um dos médicos é escolhido para comandar a primeira cirurgia da carreira, o que causará diversas disputas internas. Enquanto isso, nosso protagonista Shaun Murphy se aprofunda no relacionamento com Carly (vivido por Jasika Nicole), assim como nos demais desafios que o médico autista deve continuar enfrentando para se tornar um cirurgião.

Se você quer spoilers do primeiro episódio desta nova temporada, vá para o parágrafo seguinte. A temporada começa com o encontro entre Shaun e Carly, num restaurante, que, segundo ele mesmo, “foi um desastre” — motivo do nome do episódio: “Desastre”. Quando ele conta sua saga no hospital, os colegas ficam muito interessados em saber o que houve, mas os detalhes vão sendo revelados aos poucos, ao longo do episódio, num vai-e-volta para o passado bem interessante. O difícil é assistir ao primeiro e conseguir conter-se para não fazer uma maratona de todos os episódios de uma vez.

4ª temporada

Uma curiosidade: na temporada anterior, o ator principal também dirigiu um dos episódios. Sim, Freddie Highmore foi o diretor do episódio número 33, o décimo-quinto da segunda temporada, chamado “Risco e Recompensa” (Risk and Reward).

Por fim, outra boa notícias para os fãs da série: a quarta temporada já está confirmada.

Vídeo

Assista ao trailer da terceira temporada:

Jovem, sueca e autista, Greta Thunberg lidera movimento global em favor do meio ambiente e contra as mudanças climáticas

Com apenas 16 anos, Greta Thunberg é a pessoa mais jovem a figurar na capa da renomada revista norte-americana Time como a personalidade do ano (o reconhecimento anual da revista foi criado em 1927). Ao lado de sua foto, na capa, a publicação estampa a frase: “O poder da juventude” (no orginal: The power of youth).

Tendo se encontrado com diversas personalidades, como o papa Francisco e o ex-presidente dos EUA Barak Obama (a convite deles), Greta se destacou mundialmente ao iniciar uma greve escolar, toda sexta-feira, contra as mudanças climáticas, para chamar a atenção das autoridades, em agosto de 2018, chamado de Fridays for Future (sexta-feiras pelo futuro). O movimento, em pouco tempo, tornou-se global e ela foi chamada a participar de diversas conferências climáticas, inclusive na ONU (Organização das Nações Unidas) — mais de uma vez. No último 20 de setembro (2019), a garota ativista reuniu uma multidão de 4 milhões de pessoas na greve climática global, “a maior demonstração climática da história da humanidade”, cita a Time. Leia mais

A edição de dezembro/2019 traz como destaque a rede social exclusiva para o autismo

Em evidência na capa da edição número 7 da Revista Autismo, com lançamento em 1º de dezembro de 2019, a nova rede social exclusiva para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é o assunto da reportagem de capa da publicação nacional. Em cinco páginas, a publicação explica o que será a Tismoo.me e mostra, com exclusividade, telas do protótipo do aplicativo. 

Grande ênfase foi dada aos aspectos de segurança e privacidade, pois tratam-se de dados extremamente sensíveis, como os de saúde e, em muitos casos, de crianças. A possibilidade de ligar e desligar o compartilhamento de dados, que ficarão locais no celular de cada um, é um dos principais recursos que garantem a confiabilidade no serviço.

Houve um cadastro (já encerrado) para os primeiro interessados, que receberão convite para acessar a rede assim que for lançada — prevista para o primeiro trimestre semestre de 2020 (leia mais neste artigo). Atualmente há um formulário para uma lista de espera, para a segunda fase de convites. Para cadastrar-se, basta acessar o site tismoo.me e preencher o cadastro com seus dados básicos.

Para assinar a Revista Autismo — que é gratuita — pagando somente o frete, acesse Assine.RevistaAutismo.com.br.

Conteúdo

Confira abaixo o início da reportagem publicada:

Um dos pilares do diagnóstico de autismo é o déficit na comunicação social, em algum nível. Mas parece que não são apenas as pessoas com autismo que têm esse déficit. Os grupos que formam o ecossistema envolvendo o autismo parecem não se comunicar de forma eficaz — entre si e uns com os outros. Falo de familiares, médicos, terapeutas, educadores, escolas, cientistas, universidades, indústria farmacêutica, clínicas, hospitais, planos de saúde, e por aí vai.

Uma plataforma digital, porém, está vindo com a proposta de resolver esse problema: a Tismoo.me. É um projeto ambicioso e audacioso — a ser lançado no Brasil e Estados Unidos — que pretende unir, por meio de uma rede social, os públicos ligados ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), sejam profissionais, pessoas com autismo ou seus familiares. E gratuitamente.

Mais que isso, a ideia da plataforma é entregar conteúdo de qualidade para os diferentes participantes, como um artigo sobre comunicação alternativa para quem tem filho não verbal, ou um estudo sobre genética e fármacos a um médico, assim como dicas de empregabilidade a uma pessoa jovem ou adulta com autismo. Enfim, saber identificar o perfil de cada um e poder oferecer informação relevante e personalizada, além de conteúdo com curadoria.

(Colocaremos aqui o link da reportagem completa assim que for publicada online)

[Atualizado em 17/02/2020 com o lançamento para o 1º semestre de 2020]

Revista da editora Abril destaca o trabalho dos sócios fundadores da Tismoo, Alysson Muotri e Patrícia Beltrão Braga

Numa reportagem bem completa, a revista Superinteressante (editora Abril), em sua edição de dezembro de 2019 (nº 410), destaca, na capa, a complexidade do autismo e a importância da genética para entender o transtorno.

Genética do autismo na capa da Superinteressante — TismooCitando dois sócios fundadores da Tismoo — a professora da USP e coordenadora do projeto A Fada do Dente, Patrícia Beltrão Braga, e o professor da Universidade da Califórnia em San Diego, Califórnia (EUA) Alysson Muotri —, o texto de doze páginas, intitulado “O quebra-cabeça do autismo”, traz os números atuais das pesquisas e informações a respeito de diversos estudos científicos, inclusive destacando o mais recente sobre genética, que sugerem o número de 97% a 99% de risco genético para o autismo — e somente 1% a 3% de riscos ambientais —, sendo 81% hereditário. (leia nosso artigo sobre este estudo)

A reportagem de capa cita ainda o uso de minicérebros para pesquisas a respeito do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e o estudo sobre os astrócitos (células do cérebro cujo formato lembra uma estrela) também terem uma parcela de participação na expressão desta condição de saúde. O sequenciamento genético também mereceu destaque por parte da revista, como uma investigação mais aprofundada no diagnóstico de comorbidades (leia nosso artigo sobre a “segunda camada” do diagnóstico) e também no auxílio para a “escolha de medicamentos que sejam mais eficazes em determinadas pessoas”, um dos pilares da medicina personalizada.

Fica a dica: vale ler!

Tismoo.me fará eventos nos EUA — San Diego e Los Angeles

Anúncio da nova plataforma voltada ao autismo será em dezembro, em duas cidades da Califórnia

Com dois eventos agendados nos Estados Unidos, a Tismoo.me, nova rede social voltada para o autismo, fará seu anúncio na América do Norte no início de dezembro próximo. Como a iniciativa é global, o aplicativo será lançado em dois idiomas — português e inglês — e será direcionado ao Brasil e EUA, dois dos cinco países do mundo que mais utilizam redes sociais.

Gratuitos, ambos os eventos serão na Califórnia. O primeiro será em San Diego, no dia 5 de dezembro, organizado pela ATPF (Autism Tree Project Foundation), organização não-governamental local que atende famílias afetadas pelo autismo naquela região. O evento, todo em inglês e direcionado à comunidade norte-americana, será na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), com apresentações do neurocientista Alysson Muotri, um dos sócios cofundadores da Tismoo, e do head de conteúdo, Francisco Paiva Junior, que lidera o projeto da rede social do autismo.

O segundo será no Consulado Geral do Brasil em Los Angeles, na manhã do próximo 7 de dezembro. Todo em português, o evento “Juntos somos mais fortes” reunirá a comunidade brasileira que vive na Califórnia. Além dos dois palestrantes da Tismoo do evento de San Diego, Muotri e Paiva, outros nomes ligados ao autismo também se apresentarão no consulado brasileiro.

Quem quiser se inscrever para o evento de Los Angeles (em português), basta acessar o site autismolosangeles.com.

Para o evento (em inglês), em San Diego, envie email para RebeccaB@autismtreeproject.org ou ligue para a ATPF, no número +1 (619) 222-4465 (EUA).

Quem ainda não sabe o que é a Tismoo.me ou quer se inscrever na lista de espera para acessar a plataforma quando for lançada, acesse: tismoo.me ou acesso nosso artigo “Lançamento 2020! Rede social Tismoo.me“.

Caxias do Sul sediou evento que sugere ação local para empregar pessoas com autismo nas empresas da cidade

Uma ideia a ser copiada. O Instituto UniTEA, de Caxias do Sul (RS), realizou evento “TEAtualizar” na noite desta quinta-feira, 7 de novembro de 2019, enfatizando a importância de empregar pessoas com autismo. Mais que isso, lançaram a ideia de unir diversas empresas da cidade para um treinamento em conjunto a fim de empregar 15 autistas em Caxias do Sul. O treinamento seria local e feito pela Specialisterne, empresa dinamarquesa especialista em preparar autistas para o mercado de trabalho, com presença no Brasil desde 2015.

O evento iniciou com o relato de experiências positivas com autistas empregados. A primeira foi a Inbetta, indústria com mais de 50 milhões de produtos diferentes no mercado. Com 2.600 funcionários, 114 são pessoas com deficiência (PcD) — sendo 63 com deficiências intelectual ou psicossociais —, destes, 4 são autistas.

O segundo caso de sucesso foi relatado pela SAP, que tem uma unidade próxima de lá, em São Leopoldo (RS). Com o programa “Autism at Work”, iniciado em 2013 e dedicado a empregar autistas, a iniciativa se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil em 2015. Hoje o programa existe em 13 países. São 3.500 pessoas com deficiência na SAP, sendo 155 autistas. No Brasil, 14 autistas, de um total de aproximadamente 2.100 funcionários no país.

Treinamento

Para incrementar os casos positivos de inclusão de autistas, o diretor geral da Specialisterne Brasil, Marcelo Vitoriano, veio contar como a empresa já treinou mais de 140 pessoas com autismo no país, estando 102 empregados, nos 4 anos de atuação no Brasil. Marcelo trouxe números importantes neste cenário: “um estudo revelou que 85% dos autistas não estão empregados nos EUA” e “pesquisa na Inglaterra sugere que autistas de alto funcionamento têm 3 vezes mais dificuldade de conseguir emprego do que autistas com alguma deficiência intelectual”. Ele mostrou ainda o quanto a empresa ganha ao contratar uma pessoa com autismo, ainda mais quando tanto o candidato quanto a empresa são treinados para que essa inclusão seja efetiva. “Normalmente as empresa começam contratando para cumprir a cota de PcD, depois veem o valor da pessoa com autismo e nos procuram para contratar mais, pela eficiência, na maioria das vezes”, relatou Marcelo.

Proposta

Por último, Daniel Ely, do Instituto UniTEA, apresentou a ideia a ser proposta para a cidade: reunir um grupo de empresas para trazer um treinamento local de três meses da Specialisterne em Caxias do Sul e criar, inicialmente, ao menos 15 vagas para autistas na cidade.

Uma proposta de união de forças que qualquer cidade, ou mesmo microrregiões poderiam fazer,  para levar à inclusão efetiva da pessoa com autismo no mercado de trabalho. Uma ideia, sem dúvida, a ser copiada por qualquer cidade.

Sobre o UniTEA

O movimento “UniTEA — Unidos pelo Autismo”, foi fundado em 28.mar.2018 pelo casal Raquel e Daniel Ely com o propósito de cuidar de quem cuida e de promover o diálogo entre todos os envolvidos no cotidiano de pessoas com TEA. A sede do Instituto foi inaugurada em 2 de abril de 2019 e já tem outros 4 programas disponíveis às 80 famílias associadas: TEAcolher — grupos de apoio para familiares mediados por psicólogos e assistentes sociais voluntários;  TEAmparar — atendimento com profissionais de saúde voluntários; TEApoiar — descontos em clínicas parceiras; e TEAtualizar — cursos, palestras e seminários de capacitação para toda a rede de apoio e suporte ao autista.