Temporada começa mostrando efeitos da pandemia na trama, depois avança no tempo

No fim do mês passado (abr.2021), a Globoplay estreou os primeiros episódios da quarta temporada de “The Good Doctor”, série da qual o serviço de streaming da Globo tem exclusividade no Brasil. A nova temporada começa com a pandemia de Covid-19 afetando a história, além de introduzir novos personagens na trama. Os dois primeiros episódios colocam os médicos no ápice do evento, com o hospital St. Bonaventure atendendo diversos casos. Alguns deles, inclusive, irão contrair a doença e o próprio hospital enfrentará perdas pessoais.

Do terceiro episódio em diante, a série avança no tempo para uma época em que a pandemia já teria passado. Os novos episódios trazem novos residentes – serão seis candidatos disputando quatro vagas no hospital –, além de repercutir um fato grave do final da temporada anterior (para dar spoliers aqui!).

Médico autista

A série acompanha um jovem médico com autismo vindo da calma vida do interior começa a trabalhar em um famoso hospital. Além dos desafios da profissão, Shaun Murphy precisa provar sua capacidade a seus colegas e superiores.

Apenas a primeira parte da quarta temporada está disponível no Brasil. Posteriormente, segundo a Globoplay, quando a temporada terminar sua exibição nos Estados Unidos, a segunda parte será disponibilizada por aqui.

 

Leia também: “The Good Doctor terá pandemia na 4ª temporada

Projeto Mãe Musical encerrou o mês do autismo com o lançamento do videoclipe

Para dar voz à causa do autismo, a Mãe Musical, Elisa Gatti — cantora e compositora —, lançou no final do mês de Conscientização do Autismo (30.abr.2021), junto com 13 autistas a canção intituladaNossa Voz, que fala sobre a importância de dar espaço a essas pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e mostrando que “eles não têm cara, e sim muito a ensinar sobre o mundo deles e que escutam e dizem muito mais do que imaginamos”.

“Me emocionei muito com o resultado final. Nessa canção entrei apenas para ser ouvinte e como compositora coloquei tudo que ouvi e aprendi desse universo, com quem realmente entende. Meu papel dentro do Mãe Musical é dar espaço para que projetos e pessoas possam ser vistas. Por isso escolhi fazer isso no mês de abril, com a comunidade do autismo que me encantou tanto”, conta Elisa Gatti. 

Acompanhado de um videoclipe super emocionante, Elisa, além de contar com o total apoio de quem faz esse mês ser especial, traz no vídeo a participação de 13 autistas que soltaram a voz, são eles: Giovani de Sá Milhar, Artur Siqueira Mousquer,  Joaquim Hennemann Solana, João Pedro Ribeiro Barboni, Árthur Oliveira Nogueira, Fernando Pavone Cinelli, Rafael Cariatti, Fabiola Cariatti, Germano Brissac, Julia Magalhães Albrigo Guimarães, Bruno Caruso Caldatto, Israel Rodrigues Parreira e Fernando Pavone Cinelli. Esses são apenas alguns rostos que representam toda a grande comunidade do autismo, que merece espaço. 

Assista ao vídeo

Acompanhe a artista Elisa Gatti no Instagram @maemusical.

Personagem de Mauricio de Sousa é destaque da edição nº 12, que traz a campanha nacional do Dia Mundial de Conscientização do Autismo na capa

André é capa da Revista Autismo do '2 de abril' — TismooChegou mais uma celebração de 2 de abril, pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e a Revista Autismo traz, na capa, o André, personagem autista da Turma da Mônica, chamando atenção para o tema da campanha nacional 2020/2021 pela data: “Respeito para todo o espectro”, com a hashtag #RESPECTRO.

Fruto da parceria da revista com o Instituto Mauricio de Sousa, André é destaque cada vez maior em material de conscientização e de informação sobre o Transtorno do Espectro do Autismo. Além da capa, a revista traz um poster de página dupla como brinde nesta edição com o autista mais querido da Turminha ilustrando o cartaz da campanha. A edição (número 12) corresponde ao trimestre de março, abril e maio de 2021.

Congresso online grátis

Ainda como parte das ações do mês de abril, a Revista Autismo em parceria com a Tismoo.me realiza o 2º Congresso Online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, no dia 2 de abril de 2021, totalmente gratuito (faça sua inscrição neste link).

No ano passado, o congresso teve a participação de mais de 40 mil pessoas, com 12 horas de conteúdo totalmente grátis. Para este ano, a expectativa é de um público ainda maior.

2º congresso online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo — Revista Autismo e Tismoo.me

Vídeo do pesquisador Willian Chimura — que é autista — ressalta a mudança do uso do termo em diagnósticos a partir de 2022

Por ocasião do Dia Internacional da Síndrome de Asperger, no último dia 18 de fevereiro, o youtuber Willian Chimura, que também é pesquisador e autista, fez um vídeo muito interessante sobre em 2021 termos tido “O último dia da Síndrome de Asperger”, designação que cairá em desuso nos diagnósticos a partir de 2022, quando entra em vigor o CID-11.

Em seu vídeo, Chimura, esclarece que o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) passou a constar na nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a CID-11 (ICD-11 na sigla em inglês para International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems),lançada em junho de 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que entra em vigor no próximo ano, a partir de 1º de janeiro de 2022 (leia nosso artigo com detalhes sobre o assunto).

DSM-5 e CID-11

O CID-11 seguiu a alteração feita em 2013 na nova versão do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, o DSM-5 (na sigla em inglês para: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), que reuniu todos os transtornos que estavam dentro do espectro do autismo num só diagnóstico: TEA — inclusive a Síndrome de Asperger.

Mais informações (em inglês) no site da OMS (http://www.who.int/health-topics/international-classification-of-diseases).

Veja as fontes citadas por Chimura em seu vídeo:

Vídeo de Wiliiam Chimura


Leia também nosso artigo “Nova classificação de doenças, CID-11, unifica Transtorno do Espectro do Autismo: 6A02“; e
Por que algumas pessoas defendem que o termo ‘Asperger’ seja abandonado?“.

Também veja: “Livro conta as origens do autismo no período nazista e o envolvimento de Hans Asperger“.

Alison Singer, é mãe de uma menina de 23 anos e presidente da ONG Autismo Science Foundation, nos EUA

Alison Singer, cofundadora e presidente da ONG Autism Science Foundation (ASF), de New York (EUA), e mãe de uma mulher de 23 anos com “autismo severo”, propõe a mudança do termo para “autismo profundo”. Num artigo publicado no site Autism Spectrum News, no início deste ano (6.jan.2021), ela conta o surgimento do termo e sua argumentação a respeito do porquê mudar a forma como nos referimos a quem tem autismo com comprometimentos mais graves.

Ela começa o artigo citando uma série da Netflix: “Para muitas famílias que lutam com familiares que têm uma forma significativa de autismo, sua experiência não se parece em nada com o que é descrito na série ‘Amor no Espectro’. Seus filhos não farão parte do namoro e suas preocupações são mais agudas: como posso impedir que meu filho bata a cabeça no chão antes que sua retina se descole? Quem intervirá quando minha filha tentar roubar comida de uma lata de lixo? O que acontecerá com meu irmão adulto não-verbal de 110 quilos que se afasta de seus cuidadores e tem feito ligações para a polícia?”, argumenta Singer. E ainda destaca que, embora programas desse tipo sejam bem-intencionados, a realidade deles está muito longe do autismo com graves comprometimentos e limitações.

Para combater essa falsa percepção e fornecer suporte adicional para indivíduos e famílias que enfrentam essa realidade, segundo ela, pesquisadores proeminentes do autismo cunharam um novo termo para aqueles que estão neste extremo do espectro: “autismo profundo“.

Catherine Lord, professora do Centro de Pesquisa e Tratamento do Autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e membro da Comissão Lancet para o Futuro do Cuidado e da Pesquisa em Autismo

Origem do termo

Alison conta que a dra. Catherine Lord, professora do Centro de Pesquisa e Tratamento do Autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e membro da Comissão Lancet para o Futuro do Cuidado e da Pesquisa em Autismo, cunhou o termo em setembro de 2020, numa palestra sua no evento anual da ASF. “A dra. Lord observou que o autismo é uma condição incrivelmente heterogênea, e há uma grande diferença entre uma pessoa com autismo de alto funcionamento, de alto QI, que ainda pode conseguir agir um tanto tipicamente na sociedade (e fazer coisas como aparecer em um reality show) em contraponto com uma pessoa com autismo grave o suficiente para exigir cuidados 24 horas por dia. De acordo com a doutora, a Comissão Lancet concluiu que ‘categorizações úteis podem chamar a atenção para as diversas necessidades de pessoas diferentes’ e que essas categorizações devem ser aplicadas ‘a toda etnia e classe social’, além de ser consistentes entre os profissionais que fazem diagnóstico em todo o mundo”.

Ela ainda argumenta que o termo “autismo profundo” não se destina a estigmatizar ainda mais as pessoas que se enquadram nesta categoria, mas a “fornecer a diferenciação necessária e apoio adicional para as pessoas e famílias que mais precisam”.

E Alison não escreve apenas como cofundadora e presidente da ASF, mas também como mãe. Sua filha, hoje com 23 anos, integra uma comunidade intencional para adultos com deficiências graves, onde ela trabalha numa fazenda e vive com colegas. “Ela está feliz e produtiva — muito longe do fiasco de anos perdidos tentando uma integração que se adaptasse a todos”, contou a mãe.

Apoio e amor

Alison Singer, encerra seu artigo de maneira muito realista: “Embora a maioria das pessoas com autismo profundo não sejam candidatos prováveis ​​para aparecer em um programa como ‘Amor no Espectro’, todos nós sabemos que todos nesse espectro merecem amor. Introduzir novas categorias no espectro e normalizar o termo ‘autismo profundo’ é um passo importante para fornecer às pessoas o apoio adequado — e o amor — de que precisam”, finalizou.

Veja o artigo original, em inglês: “‘Profound Autism’ Is the Term We Need to Provide Critical Specificity to a Broad Spectrum“. (numa tradução livre, algo como: “Autismo profundo” é o termo do qual precisamos para fornecer especificidade crítica a um amplo espectro).

 

Leia também nosso artigo: “Netflix estreia série ‘Amor no Espectro’ sobre jovens com autismo“.

‘O Som e a Sílaba’ conta a história de uma autista cantora lírica e sua professora, em 4 episódios, adaptada do teatro

Disney+ — a nova plataforma de streaming da Disney — terá uma minissérie, com quatro episódios, escrita e dirigida por Miguel Falabella: a adaptação do espetáculo “O Som e a Sílaba”. A história gira em torno de uma mulher autista com habilidades extraordinárias para o canto lírico, que, em busca de alguém que lhe ajude a dar sentido à vida depois da morte dos pais, encontra alento em sua professora de canto.

No teatro, os papéis principais do espetáculo musical foram interpretados por Alessandra Maestrini e Mirna Rubim e espera-se que o façam também na versão para televisão. A aproximação de Falabella com a Disney vem acontecendo ao longo de todo o ano, tanto que o canal a cabo Disney Júnior já exibe a animação “Os Óculos Mágicos de Charlotte”, criada por Falabella (que saiu da Globo em julho) em parceria com a ilustradora Suppa.

A informação de rumores sobre esse acordo foi publicada pela colunista d’O Globo, Patrícia Kogut, no mês passado. Agora, a coluna Fefito, de Fernando Oliveira, no UOL, confirmou o fechamento do acordo.

Disney+ terá série de Falabella sobre autismo — Tismoo

Musical premiado

Nada convencional, mas o espetáculo pode ser considerado um musical. Todos os números apresentados são de ópera e, mesmo para quem conhece a performance de Alessandra Maestrini nos musicais, se surpreendeu com seu desempenho. O próprio Miguel Falabella, em entrevista ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, à época, contou que duvidou da própria Maestrini quando ela se disse capaz de atingir as difíceis notas operísticas que a personagem autista necessitava. Antes do início de cada sessão da peça, um áudio gravado pelo próprio autor advertia que as performances eram ao vivo — sem essa informação, muitos voltariam para casa acreditando terem ouvido um playback das duas cantoras.

A peça foi indicada 23 vezes nas principais premiações brasileiras; e levou 5 delas. Miguel Falabella, além de ator e diretor, é cineasta, escritor, apresentador, dublador, dramaturgo e roteirista.

Peça teatral

No programa da peça, o espetáculo está descrito assim:

“‘O Som e a Sílaba’ foi escrito e concebido por Miguel Falabella especialmente para Alessandra Maestrini e Mirna Rubim, cantoras-atrizes com registro lírico. A peça retrata a história de Sarah Leighton, uma mulher com diagnóstico de autismo altamente funcional – uma savant, com habilidades específicas em algumas áreas (entre elas, a música), e sua relação com Leonor Delis, sua professora de canto. Após a morte dos pais, Sarah busca alguém que lhe ajude a dar algum sentido à sua vida. A jovem tem consciência de suas limitações nas relações pessoais e sabe que precisa romper as barreiras da síndrome para se ajustar ao mundo lá fora. Em sua busca por autonomia, ela lista suas habilidades, entre elas, o cantar. Ela sabe cantar.

‘Gente como eu precisa de duas coisas na vida’ – ela diz a Leonor, ao se apresentar – ‘De um trabalho e de alguém que lhe estenda a mão’. Recém-saída de um divórcio penoso, Leonor, por sua vez, atravessa uma crise pessoal e profissional. A música vai unir essas duas mulheres e esse encontro mudará definitivamente a trajetória de ambas. Recheada com árias, duetos e trechos célebres do bel canto, ‘O Som e a Sílaba’ celebra a grandeza e mistério da mente humana e seu inexorável avanço em sua aventura na terra.”

Cada palavra dita era comemorada pela família como um gol em final de campeonato no vídeo

Quando se trata de crianças, um dos sinais mais comuns de autismo é a ausência da fala, ao menos nos primeiros anos de vida. Meu filho mesmo começou a falar aos 4 anos de idade. E o momento das primeiras palavras é sempre marcante para os pais. Foi exatamente um vídeo desse momento que viralizou no TikTok há algumas semanas:  o garoto Micah, de 5 anos, falando pela primeira vez e a comemoração da família toda a cada palavra dita, no estado de Ohio, nos Estados Unidos.

Hoje com quase 14 milhões de visualizações, o vídeo emocionou muita gente — basta conferir a quantidade de likes e comentários (emocionados e emocionantes). A autora da postagem foi a mãe, Haley McGuire, (@haley_mcguire_photo) que descreveu o vídeo com “Micah 💙 #autisim #speak #ohio #words #proudparents” (em português: o nome do menino, autismo, fala, Ohio (estado), palavras, pais orgulhoso).

Aquisição de fala

Nas imagens compartilhadas, o garoto aparece repetindo os nomes dos familiares enquanto todos comemoram a cada palavra correta, como se fosse um gol em final de campeonato. “Já faz um dia e meio e tudo o que pedimos a ele para dizer, ele está repetindo!”, disse a mãe ao site Razões para Acreditar.

Micah ainda não usa a fala para se comunicar, só repete o que pedem a ele. Mas foi exatamente isso que aconteceu com meu filho, Giovani. Com um pouco mais de 3 anos e meio, começou a repetir palavras que pedíamos a ele. Mas nada de falar espontaneamente. Depois de completar 4 anos, começou a usar a fala para se comunicar efetivamente. Isso é parte do processo de aquisição de fala de alguns autistas. A ecolalia (repetir palavras ou frases ouvidas anteriormente) é outra fase que pode preceder a fala — há, inclusive, uma charge sobre isso com o André, o personagem autista da Turma da Mônica (veja aqui).

Vídeo

Assista ao vídeo e toda a comemoração da família:

@haley_mcguire_photo

Micah 💙 #autisim #speak #ohio #words #proudparents

♬ original sound – haleymcguire23

Vídeo da live ficou gravado no Instagram e tem diversos esclarecimentos sobre os benefícios do mapeamento genético para o TEA

Uma live muito esclarecedora aconteceu no Instagram, na manhã do último dia 6 de novembro de 2020. A jornalista Fátima de Kwant, brasileira radicada na Holanda há mais de 20 anos e mãe de autista, convidou a cofundadora e diretora-executiva da Tismoo, Graciela Pignatari, bióloga com mestrado e doutorado em biologia molecular, para falar sobre mapeamento genético

Fátima, que, ao lado do apresentador Marcos Mion, é administradora do maior grupo de Facebook de uma comunidade ligada ao autismo — a “Comunidade Pró Autismo“, com mais de 240 mil membros —, fez um live abordando o tema da genética e dos exames de mapeamento genético para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

“Tive o privilégio de participar de uma análise pós-sequenciamento, e fiquei encantada com o tratamento que a Tismoo deu à família do autista, respondendo a todas as perguntas com eficiência, atenção e carinho. Espetacular!”, contou a mãe jornalista, a respeito da sua experiência de ter participado, alguns dias atrás, de uma consulta de pós-teste da Tismoo (coisa que nenhum outro laboratório faz!), depois do exame de uma amiga. Isso foi o que despertou o interesse em convidar a bióloga para uma live.

Benefícios

Inúmeros benefícios de se fazer um exame genético em um laboratório especializado em autismo foram citados na live, seguem alguns tópicos e, em qual ponto do vídeo da live está cada um deles:

  • A importância de saber a etiologia, a causa do autismo daquela pessoa, além disso é possível dizer ainda se a alteração encontrada foi herdado ou não e quais os riscos ligados ao autismo para o restante da família (aos 0:08:21s do vídeo);
  • Ajudar no diagnóstico, sobretudo na segunda camada do diagnóstico, como síndromes ou outras condições de saúde associadas ao autismo que ainda não foram diagnósticas — ajudando, inclusive, na formação de grupos de famílias com as mesmas mutações genéticas para se ajudarem mutuamente (aos 0:9:19s);
  • Estratificação de pacientes, a divisão de grupos de pacientes conforme suas alterações genéticas, para organizar e estimular pesquisas científicas direcionadas para cada subtipo de autismo, o que já é uma realidade fora do Brasil — veja informações no Simons Search Light (0:11:50s);
  • Avaliação de risco de outros casos de autismo ou síndromes na família — e até mesmo levantar suspeita de outras questões psiquiátricas nos pais ou outros parentes —; e, neste tópico, Graciela explicou do modelo de copo, que representa o modelo para elucidar a genética do autismo (0:14:45s);

Além do papo descontraído entre as duas, e uma verdadeira aula sobre o assunto, Graciela também respondeu perguntas da audiência, como, por exemplo, quais são os fatores ambientais de risco de autismo (0:33:27s) — como a idade paterna (acima de 45 anos), a síndrome metabólica materna relacionada a questões de obesidade, diabetes gestacional, o uso de ácido valpróico como fator de risco, além de: baixo peso ao nascer, prematuridade, hipóxia neonatal (falta de oxigenação no cérebro), curto intervalo entre gestações, ter outros irmãos autistas, infecção durante a gestação, entre outros. Outro fator que impressionou Fátima foi o aumento do risco de ter outros filhos autistas pelo fato de ter uma primeira filha (mulher) com autismo.

Após uma explicação rápida sobre os tipos de exames de mapeamento genético (0:45:03s), Fátima de Kwant convidou Graciela para uma próxima live que acontecerá no final deste mês — dia 27.nov.2020, às 11h00 da manhã — só para falar deste assunto. Com mais lives como esta, quem ganha é sempre o público! 💙

Vídeo da live

Assista ao vídeo completo da live, que ficou gravada no Instagram da Fátima de Kwant (@fatimadekwant):Importância da genética para o autismo é tema de live de Fátima de Kwant — TismooOutras lives

Veja também nosso artigo “Em 3 lives, Tismoo explica sobre autismo e genética, exames genéticos e farmacogenômica” e assista os vídeos das lives de setembro/2020.

Com novos personagens, estreia será dia 2.nov.2020 nos EUA; no Brasil, deve ser no 1º semestre de 2021, mas ainda sem data.

A 4ª temporada de The Good Doctor já tem data de estreia nos Estados Unidos: dia 2 de novembro de 2020, e (como já sabemos) se iniciará mostrando suas adaptações à pandemia de Covid-19. No Brasil, a série é exibida pela Globoplay e ainda não tem data definida para a nova temporada, mas deve acontecer no primeiro semestre de 2021.

A emissora norte-americana ABC divulgou um trailer mostrando mais alguns detalhes a respeito da nova temporada da série. Devido à luta do médico autista Shaun Murphy (protagonista interpretado por Freddie Highmore) para salvar as vidas dos contaminados pelo novo coronavírus, ele estará separado de Lea Dilallo (Paige Spara), após terem ficado juntos no final da 3ª temporada. Depois disso, no trailer, Murphy aparece — muito bem protegido — cuidando de um paciente que está internado no hospital. Leia mais

Projeto de fone com cancelamento de ruídos foi o vencedor do hackathon Autismo Tech

Criar algo que beneficie autistas, pensando no mercado de trabalho. Este foi o mote do hackathon (competição intensiva de tecnologia para desenvolver algo inovador) Autismo Tech, organizado pela faculdade Fiap e a startup Infinity Evo, ambas de São Paulo. E o grupo vencedor criou um fone com cancelamento ativo de ruídos, que deram o nome de “Austic” — com o slogan “vibre na sua frequência”.

Mas o quê uma coisa tem a ver com a outra? Autismo, fone, mercado de trabalho, ruídos? Como já mostramos no nosso artigo “A relação das disfunções sensoriais com o autismo“, de acordo com alguns estudos, entre 56% a 80% das pessoas no TEA apresentem sinais de hipersensibilidade sensorial, também chamada de defensividade sensorial. Diferente das pessoas típicas, pessoas com esta característica experimentam os estímulos sensoriais de formas negativas e distintas entre si. Uma sensação considerada comum e tolerável para uma pessoa neurotípica pode ser considerada como estímulo aversivo para um autista, a ponto de gerar angústias e sofrimentos incapacitantes (veja as referências dos estudos no artigo original). Alunos autistas já fizeram um vídeo para falar a respeito do incômodo causado pela hipersensibilidade auditiva na sala de aula, no texto intitulado “Alunos autistas contam em vídeo como é ouvir barulho na sala de aula“.

Mercado de trabalho

E há diversos relatos de que a hipersensibilidade sensorial tirou muita gente do mercado de trabalho. Um exemplo é uma das integrantes da equipe Austic, Rubia Carolina Nobre Morais, a Carol, uma autista formada em odontologia e com hipersensibilidade auditiva. Apesar de amar a profissão, o excesso de ruídos no consultório fez com que ela abandonasse a profissão. Aliás, por esta e também outras questões, estudos nos EUA e Europa indicam que a maioria dos autistas adultos estão fora do mercado de trabalho, chegando a ser 85% dessa população em pesquisa feita no Reino Unido.

E a ideia do Austic é ser uma solução para o problema da hipersensibilidade auditiva de autistas para ajudar, entre outras questões, que isso não tire essas pessoas do mercado de trabalho.Em competição, equipe cria fone para autistas: Austic — TismooComo o Austic funciona

O produto é um fone de cancelamento ativo de ruídos por condução óssea. Ou seja, há duas inovações juntas aqui. O cancelamento ativo de ruídos, que é a emissão uma onda sonora com mesma amplitude e fase invertida do som original (neste caso, o ruído) e as ondas acabam se cancelando por um efeito chamado interferência. A outra inovação é o fone por condução óssea, que usam motores de vibração que reverberam em seu crânio e, por ressonância, levam os sons até seus ouvidos. Por essa razão, não precisam ser introduzidos nas orelhas, deixando-as livres para a entrada do som ambiente.

Neste caso, o Austic recebe os ruídos por seus microfones e gera ondas com fase invertida para cancelar esse som, porém, sem estar na orelhas, fazendo esse cancelamento no contato com o crânio, sem bloquear o canal auditivo. E qual ruído será cancelado? O projeto prevê que, quem estiver usando o fone poderá escolher, por meio de um aplicativo,  quais frequências de som serão canceladas — e tudo isso sem fio, usando uma conexão bluetooth.

Veja, a seguir, o vídeo do pitch da equipe sobre o produto na final do hackathon Autismo Tech. Além de Carol, a equipe é integrada por Júlia Demuner Pimentel, Thainá Monteiro Ferreira, João Eliandro Germano Gomes, Alexandro de Campos Teixeira Netto e Henrique Gomes de Souza. Eles buscam investimento para tornar o projeto do fone uma realidade.

Vídeo

Vídeo do pitch da equipe sobre o Austic na final do hackathon Autismo Tech

Vídeo publicado no Instagra @_austic

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