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Com novos personagens, estreia será dia 2.nov.2020 nos EUA; no Brasil, deve ser no 1º semestre de 2021, mas ainda sem data.

A 4ª temporada de The Good Doctor já tem data de estreia nos Estados Unidos: dia 2 de novembro de 2020, e (como já sabemos) se iniciará mostrando suas adaptações à pandemia de Covid-19. No Brasil, a série é exibida pela Globoplay e ainda não tem data definida para a nova temporada, mas deve acontecer no primeiro semestre de 2021.

A emissora norte-americana ABC divulgou um trailer mostrando mais alguns detalhes a respeito da nova temporada da série. Devido à luta do médico autista Shaun Murphy (protagonista interpretado por Freddie Highmore) para salvar as vidas dos contaminados pelo novo coronavírus, ele estará separado de Lea Dilallo (Paige Spara), após terem ficado juntos no final da 3ª temporada. Depois disso, no trailer, Murphy aparece — muito bem protegido — cuidando de um paciente que está internado no hospital. Leia mais

Episódios de estreia da nova temporada terão, como tema central, o caos causado pelo novo coronavírus

A famosa série The Good Doctor abrirá sua quarta temporada abordando a atual crise sanitária com a pandemia de Covid-19 como mais um desafio para o médico autista Shaun Murphy, interpretado brilhantemente por Freddie Highmore (veja vídeo dele respondendo perguntas para a revista Wired, a seguir). A informação vem do site norte-americano TVLine, que anunciou com exclusividade a notícia, rapidamente disseminada internet afora.

Na estreia da nova temporada — ainda sem data, pois as gravações continuam suspensas em Vancouver (Canadá) por conta do novo coronavírus — o primeiro episódio será dividido em duas partes e vai abordar a pandemia atual. Ainda não está claro como isso vai afetar a vida da equipe dentro e fora do hospital.

No fim da terceira temporada, os médicos do St. Bonaventure Hospital já tiveram uma grande perda causada por um terremoto e agora esse novo problema deve desafiar ainda mais os personagens da série.

Série The Good Doctor — TismooSucesso

Lançada em 2017 e um dos maiores sucessos de audiência na atualidade — no Brasil e nos Estados Unidos —, a série conta a história de um jovem médico que tem autismo e sai do interior para começar a trabalhar em um grande e famoso hospital, o St. Bonaventure Hospital, na agitada cidade de San Jose, na Califórnia (EUA). O jovem residente de medicina tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais, apesar de dificuldades sociais para lidar com certas situações com pacientes, colegas e seus superiores. Pela sua atuação, o protagonista foi indicado a um Globo de Ouro em 2018, mas não venceu.

Saiba mais em nossos artigos: “The Good Doctor completa 3ª temporada no Brasil“, “The Good Doctor estreia 3ª temporada“, “Série The Good Doctor será exibida pela Globo semanalmente“, “Série The Good Doctor estreia 2ª temporada no Brasil” e “Globo estreia no Brasil a série The Good Doctor, sobre médico autista“.

Ator responde perguntas
(em 2019)

Revista lançou campanha de doações e conseguiu produzir a versão digital e impressa da publicação, com apoio de leitores e empresas

Com a crise econômica por conta da pandemia de Covid-19, a Revista Autismo perdeu seus patrocinadores e esteve sem perspectiva de como lançar a edição número 9 (do trimestre de junho, julho e agosto). Com uma campanha de doações (que continua, veja aqui) e o apoio de diversas empresas, foi possível publicar a nova edição, digital e impressa (em menor quantidade) e manter o projeto vivo. A revista nº 9 foi lançada nesta quinta, 25.jun.2020.

Edição 9 da Revista Autismo, sobre a pandemia de Covid-19 — Tismoo

Capa da edição 9 da Revista Autismo, sobre a pandemia de Covid-19

Esta edição teve como destaque os impactos da pandemia originada pelo novo coronavírus em todo o universo do autismo. Assim como diversos colunistas, até mesmo o André, o personagem autista da Turma da Mônica, refletiu sobre a pandemia na história em quadrinhos exclusiva que sai em toda edição da revista, graças à parceria com o Instituto Mauricio de Sousa. São 52 páginas de bastante conteúdo de qualidade sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A versão digital já pode ser baixada diretamente no site da Revista Autismo — em pdf.RevistaAutismo.com.br — totalmente gratuita, como sempre. E a revista impressa já foi despachada para os mais de 90 pontos de distribuição em todo o Brasil (em quantidade reduzida, logicamente). Sem nenhum custo, os exemplares seguem viagem por meio de dois parceiros da revista: via rodoviária, vai pela transportadora Jamef, e via aérea, pela Azul Cargo (empresa de logística da Azul Linhas Aéreas).

A revista física (em papel) pode ser assinada, pagando-se somente o valor do frete no site Assine.RevistaAutismo.com.br trimestralmente — as edições são publicadas nos meses de março, junho, setembro e dezembro — e recebendo, via correio, em seu endereço.

Gratuita

Para quem não a conhece, vale destacar que a Revista Autismo, impressa e digital, é uma publicação gratuita, servindo ao propósito social de disseminar informação de qualidade a respeito de autismo no Brasil todo através de ações online e offline — sendo atualmente a maior plataforma de conteúdo jornalístico sobre autismo da América Latina.

 

A jovem ativista sueca foi indicada ao prêmio em 2019 e 2020 por sua luta contra o aquecimento global

Com apenas 17 anos de idade, Greta Thunberg e seu movimento “Sextas-Feiras para o Futuro” (“Fridays For Future”, no original em inglês) foi, pela segunda vez, indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Protestando contra o aquecimento global, em favor da defesa do meio ambiente, a jovem militante autista tem como hiperfoco os problemas ecológicos do planeta. Em pouco tempo, o movimento da sueca tornou-se global e a mensagem chegou a inúmeros líderes importantes ao redor do mundo.

No documento da indicação, enviado por parlamentares da Suécia, a justificativa é de que o tema ganhou tanta importância e destaque em função da jovem e seu movimento: “Greta Thunberg é ativista climática e a principal razão pela qual merece o prêmio Nobel da Paz é que, apesar de sua juventude, não deixa de alertar os líderes da crise climática”, escrevem Jens Holm e Håkan Svenneling ao Comitê Nobel da Noruega. “Sextas-feiras para o Futuro é o movimento criado em torno de Greta Thunberg. Sem ele e Greta Thunberg, a questão climática não teria ganhado tanta importância”, explicaram os signatários da indicação.

Indicada ao Nobel da Paz, autista luta contra mudanças climáticas: Greta Thunberg — Tismoo

Vale relembrar o início desta trajetória. Greta, com autismo leve — à época diagnosticada com Síndrome de Asperger —, iniciou um movimento de greves escolares às sextas-feiras. Sozinha, ela começou a ir em frente ao parlamento sueco, em agosto de 2018, com um cartaz escrito “Greve escolar pelo clima” — frase que se tornou o lema do movimento — e logo jovens preocupados com as mudanças climáticas sentiram-se representados por ela e a greve recebeu o engajamento de toda a Suécia. Em seguida, espalhou-se rapidamente para toda a Europa, para em pouco tempo tornar-se global.

Pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus, a jovem autista doou um prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 580 mil) que recebeu da fundação dinamarquesa Human Act para a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para auxiliar na luta contra o coronavírus: “Assim como a crise climática, a pandemia de coronavírus é uma crise dos direitos das crianças”, afirmou ela, em um comunicado divulgado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no último dia 30 de abril.

Numa live no Instagram no início de abril, Greta destacou a importância da ciência neste momento: “O ensinamento é que temos e podemos agir nas crises. Essa pandemia é uma tragédia e está tirando vidas. Temos que fazer tudo o que é possível. Temos que espalhar a informação dos especialistas e agir com responsabilidade”. Greta estava em um apartamento emprestado, onde está morando sozinha temporariamente por ter apresentado sintomas de covid-19 e se isolou de sua família. “Estou com sintomas leves, mas não posso fazer o teste, porque aqui na Suécia só os casos emergenciais fazem o exame”, explicou ela.

Leia mais no nosso artigo do ano passado, sobre a primeira indicação de Greta ao Nobel (Indicada ao Nobel da Paz, autista luta contra mudanças climáticas) e quando ela foi capa da revista Time (Greta é escolhida personalidade do ano pela revista Time).

Dicas são publicadas nas redes sociais e ilustradas com o André, o personagem autista da Turma da Mônica

O Instituto Mauricio de Sousa e a Revista Autismo uniram-se para publicarem diariamente nas redes sociais dicas para famílias com as crianças neste momento de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, especialmente para autistas. São mais de vinte dicas, publicadas todos os dias para orientar e dar ideias e sugestões para melhorar o dia a dia da rotina em casa.

O diretor executivo do Instituto, Amauri de Sousa, elogiou a iniciativa: “Conteúdos por meio de uma linguagem clara e lúdica estimulam o desenvolvimento humano, à inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, além da formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos”.

Dica todo dia

Na quarentena, Instituto Mauricio de Sousa e Revista Autismo dão dicas diárias para autistas

Dicas — como a primeira publicada —, de criar um ambiente propício, um cantinho mais silencioso reservado para as atividades, foram dadas pela Neuro Days, um centro de avaliações neuropsicológicas que faz atendimentos por valores sociais, de acordo com a situação socioeconômica e personalizada para cada família, com profissionais que atuam nas grandes universidades como a Unifesp e USP.

Para a neuropsicóloga Deise Ruiz, fundadora do Centro de Avaliações Neuro Days e mestranda em psiquiatria e psicologia médica, a ação é extremamente útil para as famílias neste momento de isolamento social. “Pequenas ideias e sugestões neste momento podem ser muito valiosas para todos”, disse ela, que elaborou as dicas junto com toda sua equipe.

As dicas diárias, que começaram a ser publicadas na última quarta-feira, 29.abr.2020, são sempre ilustradas com o André, o personagem autista da Turma da Mônica, que tem histórias exclusivas publicadas a cada edição da Revista Autismo, desde o início do ano passado.

Sequenciamento do coronavírus mostra importância da genética — Tismoo

Genoma ganha cada vez mais relevância para a ciência e medicina personalizada em

Cientistas brasileiros sequenciaram em tempo recorde o genoma do novo coronavírus encontrado no Brasil: 48 horas. O trabalho foi feito pelos pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) e do Instituto Adolfo Lutz (IAL), em parceria com cientistas britânicos da Universidade de Oxford.

O sequenciamento genético, que normalmente leva 15 dias para ser realizado, foi concluído em 48 horas no caso do primeiro paciente identificado com a doença no Brasil. O genoma do vírus encontrado no segundo caso brasileiro confirmado também foi sequenciado pela mesma equipe.

Duas cientistas brasileiras se destacaram: Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP e coordenadora do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), especializado em epidemias de arboviroses, como dengue e Zika, e a pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP Jaqueline Goes de Jesus, que coordenou o sequenciamento, bolsista da agência de fomento Fapesp. Além das duas,o pesquisador Claudio Tavares Sacchi, do Instituto Adolfo Lutz atuou em colaboração.

Recorde

“Em média, os países estão conseguindo fazer o sequenciamento em 15 dias. Queríamos fazer em 24 horas, bater o recorde, mas não funcionou tudo (no processo). Fizemos em 48 horas, como o Instituto Pasteur (na França)”, disse Ester à BBC News Brasil. Vale destacar que o coronavírus tem aproximadamentes 30 mil pares de bases, enquanto o genoma humano tem 3,1 bilhões, o que aumenta muito a rapidez deste processo com organismos mais simples.

O sequenciamento genético tem sido cada vez mais utilizado para sabermos mais sobre todos os organismos, inclusive vírus e bactérias. Não é somente uma das mais importantes ferramentas da medicina já no presente, mas da ciência como um todo.

A Tismoo sempre apostou na genética como o principal caminho para a medicina personalizada, o que tem sido confirmado não só com casos como este, que demonstra a relevância do sequenciamento do genoma para a ciência, com doenças virais, como no estudo publicado há menos de um ano confirmando que o autismo risco de autismo é de 97% a 99% genético (leia nosso artigo sobre esse estudo) — sendo 81% hereditário.