Nova lei em SP: cinemas terão sessão adaptada para autistas — Tismoo

Legislação determina que salas de cinema tenham ao menos uma sessão por mês com adaptações para pessoas com autismo

A partir de 15.abril.2020, todos os cinemas da cidade de São Paulo (SP) deverão oferecer pelo menos uma sessão mensal adaptada para pessoas com Transtorno do Espectro do Autista (TEA), de acordo com lei sancionada dia 14.jan.2020 pelo prefeito da capital paulista: Lei 17.272/20. Nestas sessões, as luzes deverão estar levemente acesas, o som mais baixo e não poderá haver exibição de publicidades, como trailers e propagandas de marcas.

O texto da lei é de autoria do vereador Rinaldi Digilio. Em nota, o vereador disse que o projeto surgiu do relato de uma mãe que não conseguiu levar o filho autista para assistir ao blockbuster “Vingadores: Ultimato”. “Ela dizia que ele queria ver o filme, mas o escuro e o som alto incomodavam muito. As pessoas não compreendiam e reclamavam, então, ela decidiu não o levar”, afirmou. “São Paulo conta com um contingente estimado de quase 250 mil autistas, que não conseguem ir ao cinema, com exceção a projetos especiais. Uma política pública séria vai garantir esse acesso tão necessário para essas pessoas que já são tão excluídas”. Uma parceria do Cine Belas Artes e a ONG Super Mães Especiais levou o vereador para participar de uma sessão adaptada em 2019 e constatou, de perto, a importância da iniciativa. “Foram experiências incríveis, com medidas que exigem pouco investimento, mas que podem mudar vidas e garantir direitos. A política precisa pensar no futuro, e por isso deve pensar nas crianças,” comentou para o site da prefeitura de SP.

Sessão Azul

A ação de adaptar sessões para autistas não é novidade. Isso já acontece em vários cinemas e teatros do Brasil por meio da Sessão Azul, idealizada pelo gerente de projetos Leonardo Bittencourt Cardoso e pelas psicólogas Carolina Salviano de Figueiredo e Bruna Manta. A organização promove sessões adaptadas para autistas em capitais e outras cidades em diversos estados do Brasil (veja a programação).

Segundo a nova lei, as sessões deverão ser identificadas com o símbolo mundial do autista na entrada da sala de exibição. O estabelecimento que descumprir a lei receberá, primeiramente, uma advertência e, no caso de reincidência, uma multa de R$ 3 mil. Uma segunda reincidência resultará em nova multa, de R$ 10 mil, e, se for repetida, poderá levar à interdição do estabelecimento.

Com os 10 primeiros episódios da nova temporada disponíveis na Globoplay, a série já está com a 4ª temporada confirmada

Nesta segunda, 6 de janeiro (2019), estreou a terceira temporada da série The Good Doctor no Brasil, exibida pela Globoplay. Por enquanto, estão disponíveis apenas os dez primeiros episódios, como aconteceu com a segunda temporada. Nos Estados Unidos, a terceira temporada estreou dia 23 de setembro de 2019 e o décimo episódio foi exibido dia 2 de dezembro seguinte. A série volta a ser exibida na segunda-feira, 13 de janeiro de 2020, para os oito episódios restantes da temporada, no canal ABC. A Globoplay ainda não divulgou quando disponibilizará os demais episódios no Brasil.

Apesar de muito famosa, vale lembrar que a série conta a história de um jovem médico que tem autismo, Shaun Murphy (interpretado por Freddie Highmore), que começa a trabalhar em um grande e famoso hospital, o St. Bonaventure Hospital, em San Jose, na Califórnia (EUA). O jovem residente tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais.

Desde a sua estreia no Brasil, a produção já ganhou exibição em canais da TV aberta (na noites de quinta) e fechada (no canal GNT), além de um episódio especial de divulgação dentro do Tela Quente. Com esse sucesso de audiência, a série chegou a ser chamada por alguns de “o Chaves da Globo” por conta de suas repetidas exibições.

Spoiler

Com os residentes estão crescendo profissionalmente com a Doutora Audrey Lim (interpretado por Christina Chang), na nova temporada um dos médicos é escolhido para comandar a primeira cirurgia da carreira, o que causará diversas disputas internas. Enquanto isso, nosso protagonista Shaun Murphy se aprofunda no relacionamento com Carly (vivido por Jasika Nicole), assim como nos demais desafios que o médico autista deve continuar enfrentando para se tornar um cirurgião.

Se você quer spoilers do primeiro episódio desta nova temporada, vá para o parágrafo seguinte. A temporada começa com o encontro entre Shaun e Carly, num restaurante, que, segundo ele mesmo, “foi um desastre” — motivo do nome do episódio: “Desastre”. Quando ele conta sua saga no hospital, os colegas ficam muito interessados em saber o que houve, mas os detalhes vão sendo revelados aos poucos, ao longo do episódio, num vai-e-volta para o passado bem interessante. O difícil é assistir ao primeiro e conseguir conter-se para não fazer uma maratona de todos os episódios de uma vez.

4ª temporada

Uma curiosidade: na temporada anterior, o ator principal também dirigiu um dos episódios. Sim, Freddie Highmore foi o diretor do episódio número 33, o décimo-quinto da segunda temporada, chamado “Risco e Recompensa” (Risk and Reward).

Por fim, outra boa notícias para os fãs da série: a quarta temporada já está confirmada.

Vídeo

Assista ao trailer da terceira temporada:

Netflix irá disponibilizar, no dia 1º de novembro, a nova temporada da série sobre Sam, um garoto com autismo

Sabe quem chega logo após a noite de halloween? Atypical, com Sam e seus pinguins! A nova temporada (terceira já) terá dez episódios e dois novos atores: Sara Gilbert (The Conners) como professora de ética do protagonista e Eric McCormack (Will & Grace), como professor de artes do garoto. Aliás, uma imagem divulgada de Sam na faculdade já dá um pequeno spoiler do que virá dia 1º de novembro de 2019.

A série, uma produção original da Netflix, gira em torno de Sam —  interpretado por Keir Gilchris, muito elogiado em sua atuação, principalmente na segunda temporada —, um garoto com autismo que, além de trabalhar e estudar, vive a efervescência e o amadurecimento de seus 18 anos, buscando cada vez mais ser independente. As duas primeiras temporadas estão disponíveis.

Autismo e outros temas

O elenco conta com ainda com Jennifer Jason Leigh, Michael Rapaport e Brigette Lundy-Paine. Os novos episódios de Atypical têm roteiro de Robia Rashid, que escreve para a comédia The Goldbergs. Além do autismo, a série também aborda outros temas da adolescência, como inimizades, a iniciação ao sexo, a entrada na faculdade e adultério. Saiba mais no nosso artigo “Netflix confirma terceira temporada de Atypical“.

Veja o vídeo dos atores anunciando a nova temporada, que estará disponível no próximo dia 1º de novembro de 2019, na Netflix.


Atypical estreia 3ª temporada em outubro — Tismoo

Atores da série Atypical em momento de descontração no set de filmagens.

Com coprodução do brasileiro Rodrigo Teixeira, filme sobre astronauta com autismo leve terá lançamento mundial dia 26.set.2019

Brad Pitt vive autista no cinema em ‘Ad Astra' — Tismoo

Carta oficial do filme “Ad Astra”

Um engenheiro espacial com autismo de alto funcionamento, um grau leve dentro do espectro. Este é o perfil do protagonista, vivido por Brad Pitt no filme “Ad Astra”, ficção científica que terá lançamento mundial no próximo dia 26 de setembro (2019). A coprodução é da RT Features, empresa cinematográfica comandada pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, que financiou o projeto desde o desenvolvimento do roteiro, numa parceria entre Brasil e Estados Unidos.

O engenheiro autista — chamado Roy McBride — embarca na maior jornada de sua vida: uma viagem ao espaço para cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu vinte anos atrás no caminho para Netuno para encontrar sinais de vida inteligente. Ao mesmo tempo, o personagem de Brad Pitt terá de evitar uma catástrofe que acabe com a vida humana após um evento apocalíptico inexplicável que ameaça a Terra — como a maioria dos filmes que se passam no espaço.

“Ad Astra”, que significa “para as estrelas” em latim, foi escrito por Gray e Ethan Gross. O elenco tem ainda: Kimmy Shields, Donald Sutherland, Ruth Negga, Jamie Kennedy e John Ortiz. Sem a fama que tinha desde o filme “Armagedom” (1998) até o início dos anos 2000, Liv Tyler, filha do roqueiro Steven Tyler, do Aerosmith, também está no elenco.

Muito elogiado pela crítica, a direção é de James Gray (de “Z – A Cidade Perdida”, de 2016). Segundo os críticos mais entusiasmados, o filme é um “2001 – Uma Odisséia no Espaço” da nova era.

Brasileiro

“Eu nunca poderia ter imaginado fazer algo com Brad Pitt. O filme é maravilhoso e ele fez um trabalho incrível, que estará nos cinemas agora em setembro”, disse o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira para o UOL. Com orçamento de US$ 95 milhões, a película é descrita pelo produtor como “uma mistura entre ‘2001 — Uma Odisseia no Espaço’ e ‘Apocalipse Now’ com DNA brasileiro”, garante ele. Outro filme produzido pela empresa paulista de Rodrigo é “Wasp Network” com Wagner Moura e Penélope Cruz, uma coprodução entre Brasil, França e Espanha, baseado em livro do também brasileiro Fernando Morais.

“Ad Astra” estreia nos cinemas, inclusive no Brasil, dia 26 de setembro de 2019. O filme tem nota 7,3 no site IMDB; e 81% no Rotten Tomatoes.

Assista ao trailer oficial abaixo:

The Good Doctor - O bom doutor - série sobre autismo na Globoplay - Tismoo

Primeira temporada da série sobre um médico autista será transmitida na TV aberta, toda quinta à noite, a partir de 29/agosto

A partir de 29 de agosto, a série “The Good Doctor” chegará, finalmente, à TV aberta, na Globo, nas noites de quinta-feira, após o The Voice Brasil. A série conta a história de um jovem médico que tem autismo, Shaun Murphy (interpretado por Freddie Highmore), que começa a trabalhar em um grande e famoso hospital, o St. Bonaventure Hospital, em San Jose, na Califórnia (EUA). A cada semana, um episódio da primeira temporada será exibido, até 26 dezembro — serão 18 semanas.

Primeiro título “externo” (não produzido pela Globo) adquirido pelo Globoplay, a série — traduzida como o “O Bom Doutor” — é o título mais visto do serviço de streaming pago da emissora. Em junho último, a estreia da primeira temporada do médico autista no canal GNT elevou a audiência do canal pago em 200%.

Na Goboplay é possível assistir às duas temporadas completas da série. No enredo, o jovem residente de medicina tem um grande talento para fazer diagnósticos — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais —, o que justifica sua presença num grande hospital. Vale lembrar que a história é baseada na premiada série sul-coreana de 2013, de nome quase igual: “Good Doctor”.

Em agosto de 2018, a Globo exibiu o The Good Doctor no Tela Quente Especial, que foi responsável pela maior audiência da sessão de filmes em sete anos. Na Grande São Paulo, alcançou 29,5 pontos de média. No Rio, 32 pontos.

Veja também nossos artigos sobre as duas temporadas: Globo estreia no Brasil a série The Good Doctor, sobre médico autista e Série The Good Doctor estreia 2ª temporada no Brasil.

Dos quadrinhos às telas, autistas têm, aos poucos, entrado nas histórias e atrações para crianças

A neurodiversidade tem aparecido entre a produção cultural para crianças, felizmente. Personagens infantis com autismo, ainda que bem modestamente, têm brotado lá e cá. Já falamos aqui de séries para jovens e adultos, como Atypical, da Netflix, The Good Doctor e The A Word — A vida com Joe, na Globoplay. Agora é hora dos pequeninos se divertirem com uma dose de consciência a respeito do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Pablo

Uma das mais interessantes, que estreou na Netflix há poucas semanas, é Pablo, uma série de desenho animado da BBC de Londres, em que todos os personagens são autistas. E um detalhe: a dublagem é feita por atores autistas também, tanto no original em inglês quanto em português — aqui no Brasil, a Fox fez a dublagem exibindo a série com exclusividade, em abril de 2018, num de seus canais, o NatGeo Kids— inclusive meu filho participou do teste de dublagem (veja o vídeo) — mas não passou.

Trazendo a visão de uma criança com autismo, Pablo mescla o live action e a animação na proposta de conscientizar pais e filhos, além de promover diversidade, integração e discussão sobre o tema. Cada episódio traz uma situação diferente que causa ansiedade, incerteza ou insegurança a Pablo, como cortar o cabelo ou ir ao supermercado com os pais. Com giz-de-cera e muita criatividade, o garoto vê seus desenhos ganharem vida para os ajudarem a lidar com a situação. A BBC, ao divulgar a série, contou que “Pablo foi criado em colaboração com jovens autistas que forneceram histórias originais e inspiradoras sobre sua própria experiência”.

Personagens infantis com autismo — Pablo — Tismoo

Julia

A Vila Sésamo foi outro “lugar” em que uma autista “apareceu”. Julia, a nova personagem, foi inserida em abril de 2017 no seriado infantil, nos Estados Unidos — onde a série foi criada e chama-se Sesame Street. Ela é uma muppet de 4 anos, ruiva, de olhos verdes, gosta de cantar e pintar e tem ecolalia — sempre repete as frases ditas pelos amigos. No começo, alguns deles ficam chateados por ela nem sempre interagir da maneira como eles estão acostumados (veja o vídeo), mas com o tempo, os colegas percebem que a garotinha só tem um jeito diferente de se expressar.

Durante o desenvolvimento da personagem, pais de pequenos autistas foram ouvidos, assim como médicos e associações que lutam pela causa. “Queremos promover uma melhor compreensão e reduzir o estigma que envolve estas crianças. Estamos moldando a maneira como crianças e adultos veem o autismo, a partir de uma sólida perspectiva: encontrar coisas em comum entre todas as crianças”, declarou Jeanette Betancourt, vice-presidente sênior de impacto social nos EUA da companhia Sesame Workshop, que criou a personagem.

Outra particularidade da série foi a escolha de uma personagem feminina, já que a prevalência de autismo é quatro vezes maior em meninos do que em meninas. O programa também conta com conteúdo exclusivo sobre autismo na internet, em inglês (aqui).

Personagens infantis com autismo — Julia, da Vila Sesamo — Tismoo

Auts

Um projeto bem curioso é Auts, um desenho 2D com uma temporada de 26 episódios, de 90 segundos cada. No site euSouAuts.com dá para baixar o aplicativo (para Android e iOS) que dá acesso à série (aos menos os três primeiros episódios são gratuitos) ou ainda pode-se assistir na plataforma PlayKids. “O desenho nasceu do desejo de uma família em ajudar seu filho Artur, dentro do espectro autista, a se comunicar com o mundo. Dessa experiência particular, Auts se amplia para abordar o tema do respeito à diferença de forma artística e lúdica. Com o protagonista inspirado em Artur, o projeto traz uma criança dentro do espectro autista participando ativamente do processo criativo e produtivo”, segundo o site do projeto.

O pai de Artur é o diretor de animação Renato Barreto, mas não só ele como toda a família participa de Auts, incluindo a mãe, Fernanda Arraz, o irmão Davi e Caneca, o cachorro da família. Todos eles são personagens, dubladores e co-criadores dos episódios. Todo o conjunto é voltado para o desenvolvimento dos aprendizados e aquisições da primeira-infância. Vale dar uma espiada.

Personagens infantis com autismo — Auts — Tismoo

André

Por último, o mais antigo do Brasil: André, o personagem autista da Turma da Mônica. Criado por Mauricio de Sousa em 2002, André tem quatro anos, diferentemente da maioria das personagens, que possui idade entre os sete e oito anos.

Em 2001, o Instituto Mauricio de Sousa foi convidado por uma representante da Universidade de Harvard para desenvolver um projeto com o objetivo de alertar a população sobre os sintomas do Transtorno do Espectro do Autismo. Após meses de estudos nasceu André, um personagem autista para fazer parte da Turma da Mônica.

Com base nesse personagem, o Instituto Mauricio de Sousa criou a revista em quadrinhos “Um Amiguinho Diferente” e seis vinhetas de desenho animado, que alertam pais, familiares e professores para a importância do diagnóstico precoce e esclarecem o comportamento que deve ser adotado com a criança dentro do espectro do autismo. Já foram distribuídos 60 mil exemplares da publicação. .

Em fevereiro de 2019, o Instituto Mauricio de Sousa fez parceria com a Revista Autismo e publica uma página com o André em toda edição da revista, que é gratuita, conscientizando a respeito do TEA. E, em abril último, foram atualizados e relançados seis vídeos com o personagem, alertando sobre os sinais de autismo.

Personagens infantis com autismo — André, Turma da Mônica — Tismoo

Estes quatro personagens infantis com autismo foram alguns exemplos apenas. Você conhece outros? Poste aqui nos comentários.


Vídeos do André

Família descobre que seu caçula, de 5 anos, está no espectro do autismo e não aceita de início

Produzida pela rede inglesa BBC, “The A Word” é uma série que acompanha um menino de cinco anos de idade e como sua família lida com a revelação de que ele tem autismo. A rotina da família vira de ponta-cabeça quando o caçula da família, Joe (Max Vento), é diagnosticado com autismo. O desafio é dar o tratamento e cuidados necessários ao menino enquanto lidam com os problemas pessoais de cada um — como na vida real, né?

A série estreou em 22 de março de 2016, na BBC, no Reino Unido. A segunda temporada foi lançada por lá em 7 de novembro de 2017. Cada temporada tem seis episódios e, nos EUA, foi exibido pela Sundance TV. No Brasil a série estreou em 8 de fevereiro de 2018, somente com a primeira temporada, na Globoplay, a plataforma de streaming online da Globo — que já conta com duas séries envolvendo o autismo: esta e “The Good Doctor” (leia nossos artigos a respeito da primeira e segunda temporadas do médico autista).

Original de Israel

Esta é uma versão britânica da série israelense “Pilpelim Tsehumbin“, criada por Karen Margalit, uma das roteiristas de BeTipul, série que ganhou diversos remakes internacionais incluindo nos Estados Unidos, com “In Treatment”, e, no Brasil, com a série “Sessão de Terapia“, exibida no canal GNT, atualmente no Globoplay também.

No primeiro episódio de “The A Word”, a família se reúne para o aniversário do garoto Joe, mas o clima fica tenso entre os pais, Alison e Paul. Eddie e Nicola, tio do menino e a namorada, sugerem que Joe tem problemas de comunicação. Os pais não aceitam e começa a tensão na família. E a história se desenrola.

Trailer

Veja o trailer original da série (em inglês) da BBC de Londres:

The Good Doctor - segundo temporada da série no Brasil - Globoplay - Tismoo

Protagonista de série, Shaun Murphy, que tem autismo, é um médico residente — episódios são exclusividade da Globoplay no país

A série sobre um médico que tem autismo, The Good Doctor, estreou sua segunda temporada no Brasil, na Globoplay, o serviço pago de streaming da Rede Globo — ou, pelo menos, a metade da nova temporada. Os dez primeiros episódios da segunda temporada estão disponíveis exclusivamente aos assinantes, desde 4 de janeiro de 2019. Os próximos oito, estarão no catálogo da Globoplay logo após sua exibição nos EUA — o que deve acontecer em março de 2019. Naquele país, a segunda temporada estreou dia 24 de setembro de 2018, no canal ABC (saiba o que é autismo).

A série norte-americana retrata a rotina de um residente de cirurgia, que tem autismo, o jovem Shaun Murphy, interpretado por Freddie Highmore (das séries Bates Motel e Close to the Enemy). O jovem residente tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais —, o que justifica sua presença no hospital. Vale lembrar que a história é baseada na premiada série sul-coreana de 2013, chamada apenas “Good Doctor”.

Segunda temporada

O promissor médico terá de continuar enfrentando a desconfiança de seus colegas e superiores em relação a sua capacidade de lidar e resolver os mais intrigantes casos que chegam ao hospital. Depois de ter sido suspensa, a médica oncologista Blaize — interpretada por Lisa Edelstein (a dra. Lisa Cuddy, da série House) retorna ao hospital, a pedido do médico Aaron Glassman (Richard Schiff), para ajudar no seu tratamento contra o câncer.

A série tem duas ausências em relação à primeira temporada: a atriz Beau Garrett, que interpretou a advogada do hospital, Jessica Preston; e o também médico residente, colega de Murphy, Jared Kalu, interpretado por Chuku Modu.

Temporada anterior

A primeira temporada terminou com duas importantes revelações: o câncer do dr. Aaron Glassman (Richard Schiff) e o erro grave em cirurgia cometido por Shaun — ao saber do câncer do amigo. E terminou com os dois colocando os empregos em risco, ao admitirem o erro ao dr. Marcus Andrews (Hill Harper). O futuro (agora, incerto) de ambos é explorado na segunda temporada.

A primeira temporada de The Good Doctor estreou nos Estados Unidos em setembro de 2017, na rede de televisão ABC. No Brasil a série estreou em 22 de agosto de 2018 na GloboPlay e teve uma particularidade: seus dois primeiros episódios foram exibidos na TV aberta (27 de agosto de 2018), como se fosse um filme, no Tela Quente, da Rede Globo — a estratégia bateu recorde de audiência da faixa de filmes, marcando sua maior média desde 2011 em SP, e desde 2009, no Rio. Em 2018, a série foi a sétima mais buscada no Google, no Brasil, segundo relatório do buscador.

Trailer

Veja o trailer da segunda temporada:

 

Leia também sobre a primeira temporada da série e mais informações no nosso artigo “Globo estreia no Brasil a série The Good Doctor, sobre médico autista“.

Filme Po, drama sobre autismo - Tismoo

Drama norte-americano conta saga de um pai com seu filho autista, após morte da mãe

O Brasil tem estreia de filme com o tema autismo: “Po”, com título original em inglês “A Boy Called Po”, um drama e fantasia de 1h35min. Produção pequena e independente, “Po” foi lançado nos Estados Unidos há mais de um ano — em 1 de setembro de 2017 —, portanto hoje já está disponível online na maioria das plataformas de streaming de lá. Mas estreia nesta quinta (22 de novembro de 2018) no Brasil e na França.

A história conta a saga de uma família que perde a mãe, morta em decorrência de um câncer, ficando apenas o marido, o engenheiro de aviões David (interpretado por Christopher Gorham), com o filho Patrick, que tem o Transtorno do Espectro do Autismo e é mais conhecido pelo apelido “Po”, que intitula o filme — vivido pelo ator Julian Feder —, um garoto de 11 a 12 anos, no 6º ano escolar. Pai e filho percorrem uma jornada difícil numa fase complicada da vida de ambos.

Cartaz do filme Po, drama sobre autismo - TismooVida real

O autismo não é tema do longa por acaso. O diretor do filme, John Asher, tem um filho com autismo, o que certamente motivou o tema deste longa, que é, segundo ele, “uma carta de amor” para o filho. Outra pessoa que tem um filho autista na vida real é o ator que interpretou o pai de Po, Christopher Gorham, que tem 3 filhos — seu mais velho foi diagnosticado com autismo (à época, especificamente com Síndrome de Asperger) —, que argumentou em um dos releases de divulgação: “O filme é reconfortante para muitas famílias que lidam com o diagnóstico. E esclarecedor para aqueles que não convivem, pois conhecerão o nosso cotidiano”, disse ele, que ainda completou: “’Po’ é um dos primeiros filmes a lidar com o autismo de maneira tão direta”, arrematou ele após criticar a falta de produções relacionadas ao tema. “Quanto mais histórias contadas e pessoas com autismo envolvidas nas produções, melhor. Assim, mais indivíduos compreenderão o que significa crescer dessa forma”, finalizou Christopher, que também pode ser visto atuando na série “Insatiable” (Netflix).

Na cena inicial, o pai chora sobre o caixão da esposa. Depois, chega em casa e tem que cuidar de Po. Depois ele perde o emprego, perde a escola do filho, perde o plano de saúde, perde o próprio filho no parque, recebe uma multa, enfrenta problemas com o carro… E Po parece querer se isolar ainda mais. Enfim, as coisas não estavam fáceis para eles. É dramático.

O filme tem críticas boas e ruins, aqui e fora do Brasil, mas recebe nota relativamente baixa de um modo geral — 6,9 no IMDb e 31% no Rotten Tomatoes. E muitas críticas dizem que o filme chega a ser “apelativo”, que usa muito do tom emocional para envolver o espectador, do roteiro às músicas e dramaticidade nos cortes em fades longos. Outros dizem ser muito realista e conscientizador. Quero assistir sem julgar antes.

Produzido e filmado em 2016, em Los Angeles, na Califórnia (EUA), em apenas 18 dias e com pouco mais de US$ 1,5 milhão — o que é considerado um baixo orçamento para filmes longas-metragens —, “Po” é distribuído pela Cineart Filmes e, no Brasil, o filme tem classificação indicativa de 12 anos.

A produção norte-americana ganhou 11 prêmios, como o San Diego International Film Festival e o Satellite Awards — sendo 5 deles para o ator que interpreta Po, Julian Feder, hoje prestes a completar 14 anos (ele nasceu em 2004).

Onde assistir

Segundo o Guia Folha, “Po” está sendo exibido, somente em uma sala, e em único horário, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo (SP), além de Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) — todos no Espaço Itaú de Cinema.

Assista ao trailer abaixo:

Leia também sobre outros filmes e séries com o tema autismo, como: “Tudo que Quero“, “The Good Doctor” e “Atypical“.

Filme "Tudo que Quero" com menina autista fã de Star Trek - Tismoo

Com boa atuação da protagonista, filme mostra garota com autismo que foge de casa em busca de seu sonho

Autista e apaixonada pelo universo de “Star Trek“, Wendy é a protagonista de “Tudo que Quero”, filme lançado em abril de 2018 (mês de conscientização do autismo) em poucos cinemas no Brasil — nos EUA, em outubro de 2017 — e agora disponível em vários serviços de streaming para assistir online. No melhor estilo Atypical, a produção mistura drama e momentos mais leves de comédia para falar da realidade de pessoas com autismo com boa medida de naturalidade.

Com um grande grau de independência, a jovem protagonista (interpretada brilhantemente por Dakota Fanning, atriz hoje com 24 anos) vive num lar especial para pessoas com autismo, onde passa os dias desempenhando funções básicas em uma rotina constante para aprendizado social. Seu hobby predileto? Escrever histórias de fantasia. Ela, então, descobre que há um concurso de roteiros sobre sua série preferida, quando começa a escrever uma obra de mais de 400 páginas com seus personagens favoritos (Kirk e Spock) e passa a obstinadamente perseguir este seu sonho, até mesmo sair totalmente de sua estrita rotina, fugindo de casa rumo a Los Angeles a fim de conseguir entregar o roteiro e participar do tal concurso. O filme, de ritmo um pouco lento, tem o título original em inglês Please, Stand By e estreou nos cinemas brasileiros em pouquíssimas salas, por ser indie (uma produção independente) — eu assisti no cinema Caixa Belas Artes da Consolação, em São Paulo, que costuma exibir uma programação alternativa.

Cartaz capa do filme "Tudo que Quero", fã de Star Trek que tem autismo - TismooStar Trek

Se você não sabe nada sobre a “mitologia” de Star Trek (a série de ficção científica lançada em 1966 que, no Brasil, recebeu o nome de “Jornada nas Estrelas” e tem uma legião de aficionados mundo afora), vai perder várias referências — principalmente a sequência final quando um personagem (Patton Oswalt) interage com Wendy da forma mais nerd possível (não vou dar spoiler e estragar a cena, né!?). Mas, a delicada interpretação da jovem com autismo é muito boa (o que salva o filme!) e reflete a realidade de muitos autistas (lembrando que o espectro do autismo é enorme e você nunca verá um autista igual a outro! — muito menos uma retratação 100% fiel em 1h33min de filme). O fato de ter dificuldade em olhar nos olhos, na socialização, comunicação de certa forma limitada e estar muito presa a rotinas, mostra com certo realismo como é o dia a dia de uma boa parcela das pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), principalmente adultos que conseguem autonomia suficiente para trabalhar.

O elenco de apoio conta com a presença ilustre da indicada ao Oscar Toni Collette (com o filme “O Sexto Sentido”), vivendo a administradora da clínica e terapeuta de Wendy, da britânica Alice Eve (que coincidentemente esteve em “Star Trek: Além da Escuridão”) no papel da irmã mais velha da garota.

Muito interessante também ver uma personagem feminina com autismo, já que o padrão são homens autistas, com infinitos exemplos a citar, de Raymond, de Rain Man, a Sam, de Atypical. Dirigido pelo polonês Ben Lewin (indicado ao Oscar por “As Sessões”, em 2012), a nota de “Tudo que Quero” no IMDB é 6.7 e no Rotten Tomatoes, 65%.

Onde assistir

Via streaming ou aluguel avulso em TV por assinatura, o filme pode ser assistido no: Google PlayLooke, Now, Vivo PlayYoutube Movies ou Apple iTunes — em alguns serviços o longa está com o título alternativo “Um Novo Caminho“.

Leia mais sobre a atriz Dakota Fanning, no site Omelete. Veja também a crítica sobre o filme no site Poltrona Nerd.

Assista ao trailer abaixo:

[atualizado em 05/11/2018 com novos serviços de streaming e título alternativo]