Posts

Documentário da Netflix sobre competições de resolução de cubo mágico estreou no fim de julho

Parece um documentário como outro qualquer, porém “Magos do Cubo“, da Netflix, mostra não só uma competição para resolver um cubo mágico em poucos segundos, mas também uma história de amizade e autismo, nos bastidores do campeonato. Os protagonistas são dois rivais na competição, mas amigos na vida — um autista, um neurotípico, ambos campeões. O filme (originalmente com o nome em inglês “Speed Cubbers”), lançado no último dia 29 de julho de 2020, tem 40 minutos e indicação etária livre.

Uma mania mundial nos últimos anos, o speed ​​cubing, termo em inglês para o esporte competitivo para resolver um cubo de Rubik (cubo mágico) teve o australiano Feliks Zemdegs reinando soberano por quase uma década nesse novo esporte. Em 2017, no entanto, Max Park abismou a todos vencendo a competição, batendo Feliks que estava invicto desde 2013. Desde então, os dois vêm disputando títulos e quebrando recordes, contudo, ao invés de rivalidade, Feliks e Max transformaram essa competitividade em uma grande amizade.

Magos do Cubo mostra autismo e amizade — TismooHabilidades sociais

Max está no espectro do autismo e a família usa a resolução competitiva de cubos mágicos como terapia para estimular suas habilidades sociais e desenvolvimento emocional, sem nunca imaginar que o maior rival dele no esporte se tornaria um grande aliado para lidar com o autismo. No teaser da série, algumas perguntas colocam em dúvida o desfecho desta história: “Nossa história começa com Max e Feliks prestes a participar de mais um campeonato mundial. Os dois querem vencer e torcem pelo sucesso um do outro, mas só um será o campeão. Qual deles? E essa amizade vai conseguir sobreviver a tudo isso?”.

É assistir e conferir para onde competição e amizade vão.

Veja o trailer:

Séries sobre autismo

Veja outros artigos de filmes e séries sobre autismo, como “Netflix estreia série ‘Amor no Espectro’ sobre jovens com autismo” e “The Good Doctor completa 3ª temporada no Brasil“.

Filme curta-metragem feito por diretor que tem um filho autista é sobre ter uma criança “diferente” dos padrões

Aceitar um diagnóstico de autismo é essencial. Ainda mais se estivermos falando de uma criança, a aceitação por parte da família, principalmente dos pais, faz toda a diferença.

Esse é o mote de um curta-metragem lançado pela Pixar, chamado “Float” (em inglês, flutuador, numa tradução livre), disponível desde novembro de 2019 para os Estados Unidos na plataforma de streaming de vídeo Disney+ (que estreia no Brasil em 2020, mas ainda sem data definida).

A animação, com sete minutos de duração, conta a história de um garoto que tem o poder de flutuar (o que dá nome ao curta). Com a desaprovação da vizinhança e das pessoas ao redor para essa “diferença” da criança, o pai opta por isolar-se e manter o menino em casa. A tentativa é de protegê-lo. Qualquer semelhança com histórias de famílias afetadas pelo autismo ou outras condições de saúde não é mera coincidência. Um curta da Pixar baseado em autismo: ‘Float’

Um curta da Pixar baseado em autismo: 'Float' — TismooAceitação e empatia

Além de aceitação, o curta fala de empatia, principalmente para quem tem filhos neurotípicos e não sabe como lidar com situações envolvendo diversidade, neurodiversidade e condições de saúde limitantes. Num dado momento, diante de tanto olhares julgando seu comportamento o o do filho, o pai se desespera e clama ao garoto, na única fala do filme: “Por que você não pode simplesmente ser normal?!” (quando assisti pela primeira vez, caiu um cisco no meu olho bem nessa hora…).

Melhor parar por aqui para não dar spoiler. O filme é realmente muito lindo e termina com uma dedicatória de Bobby: “Para Alex. Obrigado por me tornar um pai melhor! Dedicado com amor e compreensão a todas as famílias que têm crianças consideradas diferentes”.

“Float” não fala de autismo explicitamente, mas é uma metáfora excelente para qualquer família com uma criança que não seja neurotípica, fora dos “padrões”, diferente, que “não flutua”.

Trailer

Veja, abaixo, o trailer oficial de “Float” e outros curtas do projeto”‘SparkShots”.

Com coprodução do brasileiro Rodrigo Teixeira, filme sobre astronauta com autismo leve terá lançamento mundial dia 26.set.2019

Brad Pitt vive autista no cinema em ‘Ad Astra' — Tismoo

Carta oficial do filme “Ad Astra”

Um engenheiro espacial com autismo de alto funcionamento, um grau leve dentro do espectro. Este é o perfil do protagonista, vivido por Brad Pitt no filme “Ad Astra”, ficção científica que terá lançamento mundial no próximo dia 26 de setembro (2019). A coprodução é da RT Features, empresa cinematográfica comandada pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, que financiou o projeto desde o desenvolvimento do roteiro, numa parceria entre Brasil e Estados Unidos.

O engenheiro autista — chamado Roy McBride — embarca na maior jornada de sua vida: uma viagem ao espaço para cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu vinte anos atrás no caminho para Netuno para encontrar sinais de vida inteligente. Ao mesmo tempo, o personagem de Brad Pitt terá de evitar uma catástrofe que acabe com a vida humana após um evento apocalíptico inexplicável que ameaça a Terra — como a maioria dos filmes que se passam no espaço.

“Ad Astra”, que significa “para as estrelas” em latim, foi escrito por Gray e Ethan Gross. O elenco tem ainda: Kimmy Shields, Donald Sutherland, Ruth Negga, Jamie Kennedy e John Ortiz. Sem a fama que tinha desde o filme “Armagedom” (1998) até o início dos anos 2000, Liv Tyler, filha do roqueiro Steven Tyler, do Aerosmith, também está no elenco.

Muito elogiado pela crítica, a direção é de James Gray (de “Z – A Cidade Perdida”, de 2016). Segundo os críticos mais entusiasmados, o filme é um “2001 – Uma Odisséia no Espaço” da nova era.

Brasileiro

“Eu nunca poderia ter imaginado fazer algo com Brad Pitt. O filme é maravilhoso e ele fez um trabalho incrível, que estará nos cinemas agora em setembro”, disse o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira para o UOL. Com orçamento de US$ 95 milhões, a película é descrita pelo produtor como “uma mistura entre ‘2001 — Uma Odisseia no Espaço’ e ‘Apocalipse Now’ com DNA brasileiro”, garante ele. Outro filme produzido pela empresa paulista de Rodrigo é “Wasp Network” com Wagner Moura e Penélope Cruz, uma coprodução entre Brasil, França e Espanha, baseado em livro do também brasileiro Fernando Morais.

“Ad Astra” estreia nos cinemas, inclusive no Brasil, dia 26 de setembro de 2019. O filme tem nota 7,3 no site IMDB; e 81% no Rotten Tomatoes.

Assista ao trailer oficial abaixo:

Filme Po, drama sobre autismo - Tismoo

Drama norte-americano conta saga de um pai com seu filho autista, após morte da mãe

O Brasil tem estreia de filme com o tema autismo: “Po”, com título original em inglês “A Boy Called Po”, um drama e fantasia de 1h35min. Produção pequena e independente, “Po” foi lançado nos Estados Unidos há mais de um ano — em 1 de setembro de 2017 —, portanto hoje já está disponível online na maioria das plataformas de streaming de lá. Mas estreia nesta quinta (22 de novembro de 2018) no Brasil e na França.

A história conta a saga de uma família que perde a mãe, morta em decorrência de um câncer, ficando apenas o marido, o engenheiro de aviões David (interpretado por Christopher Gorham), com o filho Patrick, que tem o Transtorno do Espectro do Autismo e é mais conhecido pelo apelido “Po”, que intitula o filme — vivido pelo ator Julian Feder —, um garoto de 11 a 12 anos, no 6º ano escolar. Pai e filho percorrem uma jornada difícil numa fase complicada da vida de ambos.

Cartaz do filme Po, drama sobre autismo - TismooVida real

O autismo não é tema do longa por acaso. O diretor do filme, John Asher, tem um filho com autismo, o que certamente motivou o tema deste longa, que é, segundo ele, “uma carta de amor” para o filho. Outra pessoa que tem um filho autista na vida real é o ator que interpretou o pai de Po, Christopher Gorham, que tem 3 filhos — seu mais velho foi diagnosticado com autismo (à época, especificamente com Síndrome de Asperger) —, que argumentou em um dos releases de divulgação: “O filme é reconfortante para muitas famílias que lidam com o diagnóstico. E esclarecedor para aqueles que não convivem, pois conhecerão o nosso cotidiano”, disse ele, que ainda completou: “’Po’ é um dos primeiros filmes a lidar com o autismo de maneira tão direta”, arrematou ele após criticar a falta de produções relacionadas ao tema. “Quanto mais histórias contadas e pessoas com autismo envolvidas nas produções, melhor. Assim, mais indivíduos compreenderão o que significa crescer dessa forma”, finalizou Christopher, que também pode ser visto atuando na série “Insatiable” (Netflix).

Na cena inicial, o pai chora sobre o caixão da esposa. Depois, chega em casa e tem que cuidar de Po. Depois ele perde o emprego, perde a escola do filho, perde o plano de saúde, perde o próprio filho no parque, recebe uma multa, enfrenta problemas com o carro… E Po parece querer se isolar ainda mais. Enfim, as coisas não estavam fáceis para eles. É dramático.

O filme tem críticas boas e ruins, aqui e fora do Brasil, mas recebe nota relativamente baixa de um modo geral — 6,9 no IMDb e 31% no Rotten Tomatoes. E muitas críticas dizem que o filme chega a ser “apelativo”, que usa muito do tom emocional para envolver o espectador, do roteiro às músicas e dramaticidade nos cortes em fades longos. Outros dizem ser muito realista e conscientizador. Quero assistir sem julgar antes.

Produzido e filmado em 2016, em Los Angeles, na Califórnia (EUA), em apenas 18 dias e com pouco mais de US$ 1,5 milhão — o que é considerado um baixo orçamento para filmes longas-metragens —, “Po” é distribuído pela Cineart Filmes e, no Brasil, o filme tem classificação indicativa de 12 anos.

A produção norte-americana ganhou 11 prêmios, como o San Diego International Film Festival e o Satellite Awards — sendo 5 deles para o ator que interpreta Po, Julian Feder, hoje prestes a completar 14 anos (ele nasceu em 2004).

Onde assistir

Segundo o Guia Folha, “Po” está sendo exibido, somente em uma sala, e em único horário, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo (SP), além de Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) — todos no Espaço Itaú de Cinema.

Assista ao trailer abaixo:

Leia também sobre outros filmes e séries com o tema autismo, como: “Tudo que Quero“, “The Good Doctor” e “Atypical“.