Episódios de estreia da nova temporada terão, como tema central, o caos causado pelo novo coronavírus

A famosa série The Good Doctor abrirá sua quarta temporada abordando a atual crise sanitária com a pandemia de Covid-19 como mais um desafio para o médico autista Shaun Murphy, interpretado brilhantemente por Freddie Highmore (veja vídeo dele respondendo perguntas para a revista Wired, a seguir). A informação vem do site norte-americano TVLine, que anunciou com exclusividade a notícia, rapidamente disseminada internet afora.

Na estreia da nova temporada — ainda sem data, pois as gravações continuam suspensas em Vancouver (Canadá) por conta do novo coronavírus — o primeiro episódio será dividido em duas partes e vai abordar a pandemia atual. Ainda não está claro como isso vai afetar a vida da equipe dentro e fora do hospital.

No fim da terceira temporada, os médicos do St. Bonaventure Hospital já tiveram uma grande perda causada por um terremoto e agora esse novo problema deve desafiar ainda mais os personagens da série.

Série The Good Doctor — TismooSucesso

Lançada em 2017 e um dos maiores sucessos de audiência na atualidade — no Brasil e nos Estados Unidos —, a série conta a história de um jovem médico que tem autismo e sai do interior para começar a trabalhar em um grande e famoso hospital, o St. Bonaventure Hospital, na agitada cidade de San Jose, na Califórnia (EUA). O jovem residente de medicina tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais, apesar de dificuldades sociais para lidar com certas situações com pacientes, colegas e seus superiores. Pela sua atuação, o protagonista foi indicado a um Globo de Ouro em 2018, mas não venceu.

Saiba mais em nossos artigos: “The Good Doctor completa 3ª temporada no Brasil“, “The Good Doctor estreia 3ª temporada“, “Série The Good Doctor será exibida pela Globo semanalmente“, “Série The Good Doctor estreia 2ª temporada no Brasil” e “Globo estreia no Brasil a série The Good Doctor, sobre médico autista“.

Ator responde perguntas
(em 2019)

No Dia do Profissional de Educação, participação em aula de escola pública foi motivada pelo hiperfoco de um aluno autista pela Turma da Mônica

Já pensou se, quando os estudantes lessem um texto da Turma da Mônica na escola, o próprio Mauricio de Sousa pudesse aparecer na sala de aula para tirar todas as dúvidas dos alunos? Pois foi isso que aconteceu na EMEB “Dr. Vicente Zammite Mammana”, escola pública de São Bernardo do Campo (SP), na tarde desta quinta-feira, 6 de agosto de 2020, Dia do Profissional da Educação. E o motivo — além de homenagear todos os professores e demais profissionais da área em todo o país pelo seu dia — foi o hiperfoco de um aluno com autismo, Lorenzo Mello, pelos gibis da Turma da Mônica.

Hiperfoco de aluno autista faz Mauricio de Sousa participar de aula online — Tismoo

Lorenzo, de 7 anos, motivo da surpresa de Mauricio de Sousa.

No 2º ano C, a professora Vânia Aparecida Barbosa sempre pede para os alunos trazerem textos e lerem para toda a classe. Lorenzo, de 7 anos, sempre trazia um gibi da turminha para ler uma história para os colegas. Percebendo esse grande interesse do menino, a professora começou a buscar e produzir material didático usando a Turma da Mônica como tema e aumentando o engajamento do aluno com autismo nas tarefas. E por que não chamar o próprio Mauricio de Sousa para uma aula? Foi o que aconteceu, o pai da turminha apareceu na aula online e deixou todos os alunos extremamente eufóricos, ainda mais Lorenzo, fã do Cebolinha e do Franjinha. A primeira coisa que o garoto quis saber foi: “Por que o Cebolinha cria seus ‘planos infalíveis’?”, imediatamente respondido por Mauricio, com muito bom humor.

Foi uma aula online, como tem sido durante pandemia de Covid-19, reunindo duas classes, o 2º ano B e C, com as professoras Vânia e Angélica R. A. Moderoso. E, de repente, quem estava lá? O próprio Mauricio, que pacientemente respondeu todas as dúvidas da classe — desde o porquê do Cascão não gostar de tomar banho, até as inspirações para a criação de diversos personagens. As perguntas foram tantas que a criançada até convenceu Mauricio de buscar seu cachorro, Bidu (o da vida real), para mostrar a todos. Com toda paciência e carinho, o mais importante desenhista do país trouxe o cãozinho no colo, para delírio da molecada.

Diagnóstico aos 3 anos

Lorenzo foi diagnosticado com autismo aos 3 anos de idade, numa suspeita que surgiu oito meses antes. “O Lorenzo sempre gostou da Turma da Mônica, mas esse laço se estreitou ainda mais depois que ele foi alfabetizado, no ano passado. A leitura aproximou-o muito mais. Embora a gente sempre incentive para que ele explore outros gêneros, o que ele ama mesmo são os quadrinhos da Turma”, relembrou Thays Mello, mãe do Lorenzo. “É muito gratificante saber que a professora Vânia fez questão de dar aula pro meu filho”, agradeceu o pai, Celso Mello. Na escola, Lorenzo é um dos melhores de língua portuguesa e leitura, e tem mais dificuldades em matemática. “A gente busca caminhos para encontrar o Lorenzo nessa estrada e trazê-lo para a aprendizagem, pois ele é bem esperto. Mas precisamos do foco, e a Turma da Mônica ajuda muito o Lorenzo nisso”, explicou a professora Vânia.

Para o filho não ficar tão ansioso, os pais guardaram segredo sobre a participação especial na aula. “Se eu contasse, ele nem dormiria de tanta ansiedade”, contou a mãe. Para o “plano infalível” da professora dar certo, nenhum aluno podia saber que o pai da Mônica participaria da aula. “Foi uma surpresa para todos!”, revelou a professora. A ideia, porém, veio de fora da classe: “Graças à minha filha que teve a ideia e fez contato com Mauricio de Sousa foi possível vivenciarmos esse dia inesquecível na nossa escola, ainda que online”, comemorou Vânia.

Uma curiosidade: a escola tem o apelido carinhoso de “Cebolinha”, porque foi o nome escolhido, há muitos anos, pelos alunos mais novos, para o time, durante a realização dos jogos escolares.

A convite de Mauricio de Sousa, a Revista Autismo participou da aula online com exclusividade. Em toda edição da Revista Autismo é publicada uma história em quadrinhos exclusiva com o André, o personagem autista da Turma da Mônica — graças a parceria com o Instituto Mauricio de Sousa —, com o objetivo de explicar, de maneira lúdica, aspectos do autismo, como o próprio hiperfoco e incluí-lo nas histórias da turminha. As HQs estão disponíveis na versão impressa, de distribuição gratuita, e também na edição online, no site RevistaAutismo.com.br.

Vídeo da ‘surpresa’ de Mauricio de Sousa

Assista ao vídeo da participação de Mauricio de Sousa na aula online:

Publicado originalmente da Revista Autismo.

Documentário da Netflix sobre competições de resolução de cubo mágico estreou no fim de julho

Parece um documentário como outro qualquer, porém “Magos do Cubo“, da Netflix, mostra não só uma competição para resolver um cubo mágico em poucos segundos, mas também uma história de amizade e autismo, nos bastidores do campeonato. Os protagonistas são dois rivais na competição, mas amigos na vida — um autista, um neurotípico, ambos campeões. O filme (originalmente com o nome em inglês “Speed Cubbers”), lançado no último dia 29 de julho de 2020, tem 40 minutos e indicação etária livre.

Uma mania mundial nos últimos anos, o speed ​​cubing, termo em inglês para o esporte competitivo para resolver um cubo de Rubik (cubo mágico) teve o australiano Feliks Zemdegs reinando soberano por quase uma década nesse novo esporte. Em 2017, no entanto, Max Park abismou a todos vencendo a competição, batendo Feliks que estava invicto desde 2013. Desde então, os dois vêm disputando títulos e quebrando recordes, contudo, ao invés de rivalidade, Feliks e Max transformaram essa competitividade em uma grande amizade.

Magos do Cubo mostra autismo e amizade — TismooHabilidades sociais

Max está no espectro do autismo e a família usa a resolução competitiva de cubos mágicos como terapia para estimular suas habilidades sociais e desenvolvimento emocional, sem nunca imaginar que o maior rival dele no esporte se tornaria um grande aliado para lidar com o autismo. No teaser da série, algumas perguntas colocam em dúvida o desfecho desta história: “Nossa história começa com Max e Feliks prestes a participar de mais um campeonato mundial. Os dois querem vencer e torcem pelo sucesso um do outro, mas só um será o campeão. Qual deles? E essa amizade vai conseguir sobreviver a tudo isso?”.

É assistir e conferir para onde competição e amizade vão.

Veja o trailer:

Séries sobre autismo

Veja outros artigos de filmes e séries sobre autismo, como “Netflix estreia série ‘Amor no Espectro’ sobre jovens com autismo” e “The Good Doctor completa 3ª temporada no Brasil“.

Relacionamentos entre jovens no espectro do autismo será o foco da série documental australiana com lançamento em julho

No próximo dia 22 de julho de 2020, a Netflix estreia a série documental “Amor no Espectro” (no original em inglês: Love on the Spectrum), que, como o próprio nome diz, irá mostrar histórias de relacionamentos amorosos entre jovens no espectro do autismo. O trailer da primeira temporada foi divulgado nesta terça (7) e apresenta a seguinte descrição: “Encontrar o amor não é fácil. Para jovens com autismo, o mundo das relações amorosas pode ser ainda mais complicado”.

Dividida em 4 episódios de aproximadamente uma hora cada e produzida em 2019, pela TV australiana Northern Pictures (que fez a série “Employable Me” sobre a busca por empregos na neurodiversidade) e pela rede de TV pública da Austrália, ABC, a série apresenta sete jovens autistas solteiros dando seus primeiros passos no mundo dos encontros amorosos. Segundo os produtores, é “um documentário inspirador que segue jovens adultos no espectro do autismo enquanto eles exploram o imprevisível mundo do amor e dos relacionamentos”. Será possível ver que eles recebem ajuda de suas famílias e de especialistas durante a confusa experiência que é o namoro moderno.

Netflix estreia série 'Amor no Espectro' sobre jovens com autismo — Tismoo

Flyer de divulgação de “Amor no Espectro”

Amor

Cian O’Cleary, diretor da série, faz um questionamento: “Qual é a coisa mais importante na vida? Muitas pessoas responderiam que é o amor. Existe um equívoco comum de que as pessoas no espectro autista não estejam interessadas em relacionamentos ou romance. Pela minha experiência, isso não é verdade”, contou ele em nota à imprensa.

Ele falou ainda sobre a dificuldade que pessoas no espectro têm em enfrentar essa questão, sequer chegando a ter um primeiro encontro. “Ao fazer séries de televisão sobre deficiência ao longo dos anos, conversei com muitos jovens adultos sobre o espectro do autismo, bem como famílias, treinadores, psicólogos e organizações ligadas ao autismo. Uma coisa realmente se destacou para mim: quando você fala com um grande número de pessoas cujo principal desejo na vida é ter um parceiro, e elas nem sequer estiveram em um encontro amoroso, algo não está certo”, argumentou o diretor.

O documentário foi lançado original na Austrália, no dia 19 de novembro de 2019 e tem nota 8.6 no IMDb.

Leia também sobre outra série da Netflix que trata do Autismo: “Atypical“. E sobre “The Good Doctor“, da Globoplay.

Trailer

Assista ao trailer oficial, legendado em português (com 1:34s), de “Amor no Espectro”:

Revista lançou campanha de doações e conseguiu produzir a versão digital e impressa da publicação, com apoio de leitores e empresas

Com a crise econômica por conta da pandemia de Covid-19, a Revista Autismo perdeu seus patrocinadores e esteve sem perspectiva de como lançar a edição número 9 (do trimestre de junho, julho e agosto). Com uma campanha de doações (que continua, veja aqui) e o apoio de diversas empresas, foi possível publicar a nova edição, digital e impressa (em menor quantidade) e manter o projeto vivo. A revista nº 9 foi lançada nesta quinta, 25.jun.2020.

Edição 9 da Revista Autismo, sobre a pandemia de Covid-19 — Tismoo

Capa da edição 9 da Revista Autismo, sobre a pandemia de Covid-19

Esta edição teve como destaque os impactos da pandemia originada pelo novo coronavírus em todo o universo do autismo. Assim como diversos colunistas, até mesmo o André, o personagem autista da Turma da Mônica, refletiu sobre a pandemia na história em quadrinhos exclusiva que sai em toda edição da revista, graças à parceria com o Instituto Mauricio de Sousa. São 52 páginas de bastante conteúdo de qualidade sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A versão digital já pode ser baixada diretamente no site da Revista Autismo — em pdf.RevistaAutismo.com.br — totalmente gratuita, como sempre. E a revista impressa já foi despachada para os mais de 90 pontos de distribuição em todo o Brasil (em quantidade reduzida, logicamente). Sem nenhum custo, os exemplares seguem viagem por meio de dois parceiros da revista: via rodoviária, vai pela transportadora Jamef, e via aérea, pela Azul Cargo (empresa de logística da Azul Linhas Aéreas).

A revista física (em papel) pode ser assinada, pagando-se somente o valor do frete no site Assine.RevistaAutismo.com.br trimestralmente — as edições são publicadas nos meses de março, junho, setembro e dezembro — e recebendo, via correio, em seu endereço.

Gratuita

Para quem não a conhece, vale destacar que a Revista Autismo, impressa e digital, é uma publicação gratuita, servindo ao propósito social de disseminar informação de qualidade a respeito de autismo no Brasil todo através de ações online e offline — sendo atualmente a maior plataforma de conteúdo jornalístico sobre autismo da América Latina.

 

Com seletividade alimentar, Marco Antônio, de 9 anos, só aceita comer um biscoito específico

É muito comum que pessoas com autismo tenham seletividade alimentar. E este é o caso de Marco Antônio, de 9 anos, de Dourados (MS), que ganhou destaque na imprensa há alguns dias. O garoto só come um biscoito específico, que acabou de sair de linha. A mãe, porém, conseguiu convencer a empresa a continuar fabricando o produto para o filho até o fim do ano e ter tempo de tentar fazer uma transição para outro biscoito.

Noticiado pelo portal G1 e pelo jornal Estado de Minas, a história repercutiu nas redes sociais. O biscoito que Marco Antônio tanto gosta é o “Marilan Amanteigado Leite”, fabricada em Marília (SP), com um orifício em formato de coração no centro. O produto, no entanto, foi reformulado e saiu de linha como era, passando a ter um novo formato e com orifício circular.

A enfermeira Loreta Toffano contou ao G1 que costumava comprar cerca de 20 pacotes desse biscoito para o filho Marco Antônio. No entanto, no último dia 5.jun.2020, ela foi ao supermercado e percebeu que o produto havia mudado de formato.

“Mesmo assim eu comprei no novo formato, para tentar, mas ele tem todo um ritual, como é comum para [algumas] crianças autistas. Ele pega o biscoito, olha bem, faz uma inspeção visual, cheira, aí quebra bem no meio do coração. Se quebrar torto, ou se tiver um trincadinho, ele não come. Ele pegou o biscoito no formato novo, olhou, cheirou e deixou de lado”, lembra a mãe.

Loreta fez um apelo nas redes sociais, postando em seu Instagram um pedido à fabricante. De início, eles só lamentaram. Depois, com a repercussão do caso, a empresa disse que não seria possível manter o formato antigo no mercado, mas garantiu que o menino vai receber exclusivamente o biscoito do jeito que gosta até o final do ano de forma gratuita, além de enviar outros modelos de biscoito para ver se o menino aceita e tenha mais uma opção.

Em nota ao Portal da Tismoo, a empresa respondeu: “Desde a sua fundação, a Marilan sempre teve o comprometimento de contribuir com a sociedade.  E temos a cultura de estimular todo time a fazer o mesmo, ajudando com o que estiver ao nosso alcance. A empresa acredita que compromisso, foco, seriedade, empatia e cooperação são valores capazes de criar um mundo melhor para todos”.

Agora é torcer para essa transição dar certo. Outro caso bem semelhante aconteceu em novembro último (2019). Foi com um menino, de 10 anos, em Alagoas, noticiado pelo Razões Para Acreditar.

Seletividade alimentar

A alimentação é um assunto muito delicado e uma queixa muito frequente dos pais de autistas. Não apenas pela angústia, pelo risco de deficiências nutricionais, mas pelo momento da refeição se tornar um momento de estresse.

Para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), essa dificuldade na alimentação é bem comum, pois recebem interferência direta de estímulos sensoriais.

Leia nosso artigo “A seletividade alimentar e o autismo” para saber mais a respeito do assunto.

 

Os 10 episódios restantes da terceira temporada estão disponíveis na Globoplay

Desde o início do mês (8 de maio de 2020), os dez episódios restantes que completam a terceira temporada da série The Good Doctor no Brasil, exibida pela Globoplay, estão disponíveis. Nos Estados Unidos, essa outra metade da terceira temporada estreou dia 13 de janeiro de 2020, no canal ABC. Outra boa notícias para os fãs é que já está confirmada a quarta temporada para a série.

Desde que estreou no Brasil, The Good Doctor  já ganhou exibição em canais da TV aberta (Globo) e fechada (no canal GNT), além de um especial de divulgação dentro do Tela Quente com os dois primeiros episódios.

Sucesso de audiência aqui e nos Estados Unidos, a série, lançada em 2017, conta a história de Shaun Murphy (interpretado por Freddie Highmore), um jovem médico que tem autismo e sai do interior para começar a trabalhar em um grande e famoso hospital, o St. Bonaventure Hospital, na agitada cidade de San Jose, na Califórnia (EUA). O jovem residente de medicina tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais, apesar de dificuldades sociais para lidar com certas situações com pacientes, colegas e seus superiores. Pela sua atuação, o protagonista foi indicado a um Globo de Ouro em 2018.

Para essa outra metade da terceira temporada, pode-se esperar várias reviravoltas na história e até mesmo um triângulo amoroso. Vale assistir!

Saiba mais em nossos artigos: “The Good Doctor estreia 3ª temporada“, “Série The Good Doctor será exibida pela Globo semanalmente“, “Série The Good Doctor estreia 2ª temporada no Brasil” e “Globo estreia no Brasil a série The Good Doctor, sobre médico autista“.

The Good Doctor completa 3ª temporada no Brasil — Tismoo

A jovem ativista sueca foi indicada ao prêmio em 2019 e 2020 por sua luta contra o aquecimento global

Com apenas 17 anos de idade, Greta Thunberg e seu movimento “Sextas-Feiras para o Futuro” (“Fridays For Future”, no original em inglês) foi, pela segunda vez, indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Protestando contra o aquecimento global, em favor da defesa do meio ambiente, a jovem militante autista tem como hiperfoco os problemas ecológicos do planeta. Em pouco tempo, o movimento da sueca tornou-se global e a mensagem chegou a inúmeros líderes importantes ao redor do mundo.

No documento da indicação, enviado por parlamentares da Suécia, a justificativa é de que o tema ganhou tanta importância e destaque em função da jovem e seu movimento: “Greta Thunberg é ativista climática e a principal razão pela qual merece o prêmio Nobel da Paz é que, apesar de sua juventude, não deixa de alertar os líderes da crise climática”, escrevem Jens Holm e Håkan Svenneling ao Comitê Nobel da Noruega. “Sextas-feiras para o Futuro é o movimento criado em torno de Greta Thunberg. Sem ele e Greta Thunberg, a questão climática não teria ganhado tanta importância”, explicaram os signatários da indicação.

Indicada ao Nobel da Paz, autista luta contra mudanças climáticas: Greta Thunberg — Tismoo

Vale relembrar o início desta trajetória. Greta, com autismo leve — à época diagnosticada com Síndrome de Asperger —, iniciou um movimento de greves escolares às sextas-feiras. Sozinha, ela começou a ir em frente ao parlamento sueco, em agosto de 2018, com um cartaz escrito “Greve escolar pelo clima” — frase que se tornou o lema do movimento — e logo jovens preocupados com as mudanças climáticas sentiram-se representados por ela e a greve recebeu o engajamento de toda a Suécia. Em seguida, espalhou-se rapidamente para toda a Europa, para em pouco tempo tornar-se global.

Pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus, a jovem autista doou um prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 580 mil) que recebeu da fundação dinamarquesa Human Act para a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para auxiliar na luta contra o coronavírus: “Assim como a crise climática, a pandemia de coronavírus é uma crise dos direitos das crianças”, afirmou ela, em um comunicado divulgado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no último dia 30 de abril.

Numa live no Instagram no início de abril, Greta destacou a importância da ciência neste momento: “O ensinamento é que temos e podemos agir nas crises. Essa pandemia é uma tragédia e está tirando vidas. Temos que fazer tudo o que é possível. Temos que espalhar a informação dos especialistas e agir com responsabilidade”. Greta estava em um apartamento emprestado, onde está morando sozinha temporariamente por ter apresentado sintomas de covid-19 e se isolou de sua família. “Estou com sintomas leves, mas não posso fazer o teste, porque aqui na Suécia só os casos emergenciais fazem o exame”, explicou ela.

Leia mais no nosso artigo do ano passado, sobre a primeira indicação de Greta ao Nobel (Indicada ao Nobel da Paz, autista luta contra mudanças climáticas) e quando ela foi capa da revista Time (Greta é escolhida personalidade do ano pela revista Time).

Dicas são publicadas nas redes sociais e ilustradas com o André, o personagem autista da Turma da Mônica

O Instituto Mauricio de Sousa e a Revista Autismo uniram-se para publicarem diariamente nas redes sociais dicas para famílias com as crianças neste momento de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, especialmente para autistas. São mais de vinte dicas, publicadas todos os dias para orientar e dar ideias e sugestões para melhorar o dia a dia da rotina em casa.

O diretor executivo do Instituto, Amauri de Sousa, elogiou a iniciativa: “Conteúdos por meio de uma linguagem clara e lúdica estimulam o desenvolvimento humano, à inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, além da formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos”.

Dica todo dia

Na quarentena, Instituto Mauricio de Sousa e Revista Autismo dão dicas diárias para autistas

Dicas — como a primeira publicada —, de criar um ambiente propício, um cantinho mais silencioso reservado para as atividades, foram dadas pela Neuro Days, um centro de avaliações neuropsicológicas que faz atendimentos por valores sociais, de acordo com a situação socioeconômica e personalizada para cada família, com profissionais que atuam nas grandes universidades como a Unifesp e USP.

Para a neuropsicóloga Deise Ruiz, fundadora do Centro de Avaliações Neuro Days e mestranda em psiquiatria e psicologia médica, a ação é extremamente útil para as famílias neste momento de isolamento social. “Pequenas ideias e sugestões neste momento podem ser muito valiosas para todos”, disse ela, que elaborou as dicas junto com toda sua equipe.

As dicas diárias, que começaram a ser publicadas na última quarta-feira, 29.abr.2020, são sempre ilustradas com o André, o personagem autista da Turma da Mônica, que tem histórias exclusivas publicadas a cada edição da Revista Autismo, desde o início do ano passado.

Evento na internet promovido pela Revista Autismo e Tismoo.me tem 12 horas de conteúdo, em 34 palestras

Em uma ação conjunta entre a Revista Autismo e a Tismoo.me, um congresso online foi organizado em virtude do cancelamento e adiamento de todos os eventos presenciais sobre autismo por conta a pandemia de convid-19. É o 1º Congresso Online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com um total de 12 horas de conteúdo, de 36 palestrantes diferentes, entre eles, o desenhista Mauricio de Sousa e a filha Marina — são 34 palestras gratuitas —, disponíveis na internet até o fim do mês de abril de 2020.

Autistas, pais, professores, terapeutas, médicos, especialistas e cientistas, como os cofundadores da Tismoo, Alysson Muotri, Graciela Pignatari, Roberto Herai e o médico Carlos Gadia, estão entre os palestrantes, com temas variados em 34 vídeos, que vão de 7 a 45 minutos cada. Mais de 30 mil pessoas já assistiram ao evento online. Não é preciso fazer inscrição, basta acessar o site do evento (aqui), colocar seu email e assistir às palestras que quiser.

Entre os autistas, Tiago Abreu, um dos criadores do podcast Introvertendo, é um dos palestrantes, assim como Joana Scheer e Josiane Soares — estas duas últimas, integrantes da Liga dos Autistas — Paulo Roberto Martins-Filho, Nícolas Brito Sales e William Chimura.

Temas das palestras

Seguem os temas e seus palestrantes (em ordem alfabética):

1 Saúde bucal da pessoa com autismo Adriana Zink
2 As novidades sobre neurociência e autismo Alysson Muotri
3 Novas abordagens clínicas para o autismo Caio Abujadi
4 Regras para o BPC/LOAS e dicas para IRPF Carla Bertin
5 Desafios do autismo no Brasil Carlos Gadia
6 A importância do ensino da fala para pessoas com autismo Celso Goyos
7 Abrindo a discussão sobre Atividades Vocacionais para o TEA Cláudia Moraes
8 Autismo: sustentabilidade e inclusão no mercado de trabalho Daniel Martin Ely
9 Transtorno do Espectro do Autismo em meninas Deborah Kerches
10 Autismo e genética Diogo Lovato
11 Autismo: um passo a passo para uma terapia eficaz Fábio Coelho
12 O autismo ao longo da vida Fátima de Kwant
13 Como obter informação de qualidade sobre autismo Francisco Paiva Jr.
14 A importância de exames genéticos para o autismo Graciela Pignatari
15 Desafios do diagnóstico no serviço público do Brasil Joana Portolese
16 O que você precisa saber sobre hiperfoco Joana Scheer
17 A amizade neurodiversa e os benefícios da Libras Josiane Soares + Jéssica Carrijo
18 Mães terapeutas Kaká do Autistólogos
19 Autismo: inclusão escolar baseada em evidência científica Lucelmo Lacerda
20 Valorização da Neurodiversidade nas Empresas Marcelo Vitoriano
21 O programa TEACCH e suas contribuições Maria Elisa Fonseca
22 A inclusào do autismo nas histórias em quadrinhos Mauricio de Sousa + Marina Sousa
23 O tratamento de autismo Mayra Gaiato
24 Manejo de dificuldades comportamentais no autismo Meca Andrade
25 Minha vida profissional Nícolas Brito Sales
26 Fundamentos clínicos para o diagnóstico do TEA na infância Paulo Liberalesso
27 Primeiros passos para o entendimento de um estudo científico Paulo Roberto Martins-Filho
28 Síndrome do X-Frágil Roberto Herai
29 Avaliação qualitativa de habilidades cognitivas de autistas Sabrina Ribeiro
30 PECS e comunicação: como ensinar Soraia Vieira
31 Autistas nas universidades brasileiras Tiago Abreu
32 Evidências científicas do método TEACCH Viviane De Leon
33 Seletividade alimentar no autismo Wigna Rayssa
34 A união da comunidade do autismo William Chimura

1º Congresso Online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo — Revista Autismo e Tismoo.me