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Netflix confirma 3ª temporada de Atypical para 2019

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Atypical, serei sobre autismo confirma terceira temporada na Netflix - Tismoo

A série que retrata a vida de um adolescente com autismo terá mais dez episódios

De acordo com informações do site SpoilerTV, a Netflix confirmou a terceira temporada da série Atypical, que conta a história de Sam, um garoto com autismo, que vive as descobertas e o amadurecimento de seus 18 anos, trabalhando e estudando, na busca por ser cada vez mais independente.

A série, uma produção original da Netflix, terá mais dez episódios de meia hora cada na terceira temporada, que deverá estrear em 2019 — ainda sem uma data exata definida.

O protagonista, Sam, é interpretado pelo ator Keir Gilchrist, que recebeu muitos elogios em sua atuação como um adolescente autista, principalmente na segunda temporada.

Consultoria sobre autismo

Robia Rashid, autora da história, teve a consultoria de Michelle Dean a respeito do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — que é professora da Universidade do Estado da Califórnia e trabalhou no centro de tratamento e pesquisa sobre autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ambos nos EUA. Além do autismo, a série também aborda outros temas da adolescência, como inimizades, a iniciação ao sexo, a entrada na faculdade e adultério.

O elenco da nova temporada ainda não foi confirmado.

Leia mais sobre a série — e o porquê do seu nome — em nosso artigo a respeito da segunda temporada de Atypical.

Atypical estreia segunda temporada dia 7 de setembro

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Cena da série Atypical da Netflix - segunda temporada - trata a respeito de um adolescente com autismo - Tismoo

Série, que retrata adolescente com autismo, é transmitida pelo Netflix e terá lançamento mundial

Os pinguins voltaram! Sim, Atypical estreia sua segunda temporada continuando a contar a história de Sam, um garoto com autismo, que trabalha e estuda, vivendo a efervescência e o amadurecimento de seus 18 anos, tentando ser cada vez mais independente. A série, produção original da Netflix, terá dez episódios — dois a mais que a temporada anterior — e estará disponível na plataforma de streaming a partir de 7 de setembro de 2018, a estreia mundial. Ah, o porquê dos pinguins? O protagonista é aficcionado pela Antártica e, mais especificamente, pelos pinguins que vivem naquele continente, principalmente o pinguim-imperador — os machos desta espécie são um dos poucos animais que passam o inverno na “terra de gelo”.

Sam, interpretado pelo ator Keir Gilchrist, além de buscar mais independência e autoconhecimento, também começa a se ver envolvido na sua primeira história de amor, enquanto vários problemas ocorrem em torno do dia a dia da família. O sucesso da temporada inicial garantiu a renovação junto à Netflix.

Na primeira temporada, Sam está em busca de uma namorada e pede conselhos a sua psicóloga Júlia. Cursando o ensino médio, ele não tem muitas amizades, além de Zahid, seu amigo de trabalho — um galanteador muito divertido — e sua irmã, corredora e um tanto protetora.

Em 2017, Atypical — que tem episódios de 29 a 38 minutos cada — foi a décima série mais assistida pelos brasileiros em sessões curtas (de menos de 2 horas por dia), segundo a retrospectiva da Netflix. E foi a oitava em recomendação para se assistir com a família. No site especializado em cinema IMDB, a série está com nota 8,3. No Rotten Tomatoes, a nota é 7,8 (ou 78%) para a primeira temporada. Atypical foi indicada ao prêmio Satellite Awards em 2017, na categoria melhor série de TV, comédia ou musical.

Quem não é atípico?

Atípico, em inglês, é a palavra que dá nome a esta série de comédia — cujo tema central é: o que significa ser uma pessoa normal, típica? — e tenta mostrar o quão similar é uma família com alguém que tem Transtorno do Espectro do Autismo (TEA); e, ao mesmo tempo, o quão diferente — atípica — cada família é, com suas particularidades, sua história de vida, seus anseios, suas falhas e sua humanidade. Não é à toa que o slogan de Atypical é “Every family is atypical”— em tradução literal para o português: “Toda família é atípica”.

A história foi escrita por Robia Rashid, que teve a consultoria de Michelle Dean a respeito do Transtorno do Espectro do Autismo — ela é professora da Universidade do Estado da Califórnia e trabalhou no centro de tratamento e pesquisa sobre autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ambos nos EUA. A série aborda também outros temas da adolescência, como a iniciação ao sexo, a entrada na faculdade, inimizades e adultério.

Gilchrist disse, em entrevista ao site Vulture (da revista New Yorker), que após Rashid escrever a série, eles conversaram bastante, além dele ter feito muita pesquisa, assistiu a filmes e leu livros sobre autismo. Ainda nas gravações desta segunda temporada, o protagonista falou a respeito dos novos desafios que Sam deverá enfrentar: “Na primeira temporada vimos como Sam se adaptava ao novo universo do amor e da independência. Agora, ele buscará novos desafios para sua vida, deixando cada vez mais a dependência de sua irmã na escola, e de sua família”. Segundo o ator, para melhorar sua experiência com o personagem para a segunda temporada, ele começou a interagir mais com amigos autistas. “Por alguma razão – eu não acho que foi proposital ou algo assim – eu simplesmente tenho muitos amigos com irmãos ou amigos crescendo ou até mesmo vizinhos… [que] têm autismo”, contou ele.

Em entrevista ao canal online Autism Live, a criadora da série Robia Rashid afirmou que que já tem a história inclusive para a terceira temporada: “Acho esse universo muito amplo, e a possibilidade de apresentarmos novas fases da vida de Sam, como a faculdade, serão muito importantes para a série”.

Nesta segunda temporada, os pais de Sam — Elsa e Doug — encaram os desdobramentos de uma crise no casamento. Caisey tenta se adaptar à nova escola e fazer novos amigos. Sam se prepara para a fase pós-formatura.

Ficha técnica

Além do protagonista, Gilchrist, o elenco — confirmado para a segunda temporada — ainda tem Jennifer Jason Leigh (mãe de Sam, Elsa), Michael Rapaport (pai, Doug), Brigette Lundy-Paine (Caisey, a irmã) e Amy Okuda (Julia, a terapeuta de Sam). A série é co-produzida pela Sony Pictures Television e tem história e roteiro de Robia Rashid (que escreveu episódios de “How I Met Your Mother”, “Will & Grace” e “The Goldbergs” antes de criar “Atypical”). Os produtores executivos são: Robia Rashid, Seth GordonMary Rohlich, juntamente com Jennifer Jason Leigh.

Veja o trailer da segunda temporada.

Globo estreia no Brasil a série The Good Doctor, sobre médico autista

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The Good Doctor - O bom doutor - série sobre autismo na Globoplay - Tismoo

O personagem principal é um médico residente de cirurgia que está no espectro do autismo

Criada por David Shore, mesmo produtor de House (da Fox), esta série norte-americana retrata a rotina de um residente de cirurgia, o jovem Shaun Murphy, que é autista, vivido pelo ator Freddie Highmore (protagonista de séries como Bates Motel e Close to the Enemy). The Good Doctor começou a ser exibida nos Estados Unidos, na rede de TV ABC, em setembro de 2017. No Brasil a série estreou dia 22 de agosto de 2018 com exclusividade no serviço de streaming GloboPlay e teve seus dois primeiros episódios exibidos na TV aberta, na noite de 27 de agosto, como se fosse um filme, no Tela Quente, da Rede Globo, quando bateu recorde de audiência da faixa de filmes em São Paulo, marcando 30 pontos pelo Ibope, sua maior média desde 2011. No Rio, teve 32 pontos, recorde desde 2009. (saiba o que é autismo).

Filmada em Vancouver, no Canadá, a série se tornou um fenômeno de audiência nos Estados Unidos no ano passado (2017), recebeu múltiplas críticas positivas, com elogios ao desempenho do protagonista, conquistando uma indicação ao Globo de Ouro — de melhor ator em série dramática para Highmore — e o prêmio Humanitas Prize para o episódio-piloto, escrito por Shore. Com nota 8,4 no site especializado em cinema IMDB, a trama acompanha o brilhante jovem cirurgião com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e síndrome de Savant, que deixa a vida no interior para encarar o corrido dia a dia de um hospital na cidade grande.

Shaun teve uma infância complicada por sofrer de autismo e, com isso, grandes dificuldades socioemocionais e de linguagem. Após fugir de casa com o irmão, ele foi tutorado pelo médico Aaron Glassman (Richard Schiff), que consegue para ele, após a faculdade, uma vaga como residente no importante hospital que preside, o San Jose St. Bonaventure. A admissão do jovem causa uma comoção em torno do quanto seu transtorno pode ou não ser seguro para as vidas dos pacientes e para o trato com os familiares. Como esperado, o jovem residente tem um grande talento diagnóstico — com memória fotográfica e uma lógica de pensar diferente dos demais — e é isso que justifica sua presença entre os outros residentes.

A história é baseada na premiada série sul-coreana de 2013, chamada apenas “Good Doctor”.

Exibição via internet

O GloboPlay, canal de streaming da Globo, superou a Netflix nas negociações da série e anunciou a exibição exclusiva no Brasil, com o nome “The Good Doctor — O Bom Doutor”. Os 18 episódios da primeira temporada já estão disponíveis para os assinantes da plataforma. Esta é a primeira série de sucesso internacional adquirida pela Globo para exibição exclusiva no GloboPlay. Em Portugal a série estreou no canal a cabo AXN, em outubro de 2017.

Em março de 2018, a ABC renovou contrato para a segunda temporada da série, que é uma das maiores audiências naquela emissora, atrás apenas de “Grey’s Anatomy”. Nos Estados Unidos, a segunda temporada de The Good Doctor estreia em 24 de setembro de 2018.

Leia a crítica da primeira temporada no site Omelete. E assista aqui ao trailer da primeira temporada de The Good Doctor.

Atypical

Outra série sobre autismo que terá estreia próxima é “Atypical“, que lança sua segunda temporada no Netflix dia 7 de setembro de 2018 (veja o trailer). Os oito episódios da primeira temporada da série, que retrata um adolescente de 18 anos com TEA, estão disponíveis no Netflix.

(Atualizado em 31/08/2018 com informações sobre audiência da Tela Quente)

Autismo ganha cada vez mais espaço na arte e na cultura

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Retratado na novela teen Malhação e recentemente na série Atypical, na Netflix, o autismo também já marcou presença no cinema, na literatura e até nos quadrinhos.

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) está longe de ter toda a repercussão que merece e precisa, mas não foi esquecido pelo mundo do entretenimento. Retratada há muitos anos em obras que vão do cinema à literatura, ele ganhou destaque em 2017 no papel do protagonista da série Atypical, da Netflix, e da novelinha teen Malhação, da Rede Globo. Relembramos agora outros momentos em que o transtorno ganhou espaço e voz na arte e na cultura.

Cinema

Desde a década de 1970 até hoje muitos títulos cinematográficos com o temaforam produzidos, tanto documentários quanto obras de ficção. Separamos alguns, que podem ser encontrados facilmente nas plataformas de streaming:

Meu Filho, Meu Mundo (1979)

Uma das referências no cinema sobre autismo, “Meu filho, meu mundo” narra a terceira gravidez de um jovem casal. Depois de conceber duas meninas, Barry e Suzie Kaufman descobrem que vão ter um filho. Ao perceber que o garoto é autista, eles iniciam uma jornada para encontrar tratamentos disponíveis, até que criam seus próprios métodos.

Rain Man (1988)

O insensível Charlie Babbitt espera receber uma grande herança após a morte de seu pai, que ele não vê há anos. Mas é Raymond, seu irmão mais velho, internado em uma instituição médica e cuja existência Charlie ignorava até então, quem recebe toda a fortuna. Raymond é um “autista sábio”, com habilidades mentais seriamente limitadas em algumas áreas, mas com capacidade de gênio em outras. Quando Charlie rapta Raymond, uma longa e maluca viagem atravessando o país rumo a Los Angeles ensina aos dois algumas lições sobre a vida.

Um Amigo Inesperado (2006)

A obra conta a história do autista Kyle Gram. Seus pais fazem de tudo para tentar se comunicar com ele, até que o garoto ganha um cachorro e passa a chamá-lo de Thomas (o mesmo nome do trenzinho de um desenho animado que ele gosta). Através do cão, os pais conseguem criar uma relação com o menino, que o ajudará a escapar do seu silêncio.

O Contador (2016)

O ator Ben Affleck interpreta Christian Wolff, homem com autismo que se revela um gênio da matemática. Assim como o personagem de Dustin Hoffman no filme “Rain man” (1988), Christian é capaz de cálculos impressionantes em poucos segundos. Ao investigar a contabilidade de uma empresa, encontra fraudes que podem colocar sua vida em risco.

Farol das Orcas (2016)

Produzido pela Netflix e baseado em fatos reais, esse filme argentino-espanhol conta a história de Lola, mãe do garoto autista Tristán. O filho só demonstra reações quando vê baleias orcas na televisão. Para ajudar Tristán, Lola vai à Patagônia Argentina em busca do guardafaunas Beto, na esperança de que o contato do filho com as orcas desperte suas emoções.

Life Animated (2016)

Baseado no livro de Ron Suskind, o filme mostra a relação do garotinho autista Owen com as obras dos estúdios Disney e como isso contribuiu para o seu desenvolvimento. Alternando clipes da Disney, animações personalizadas, entrevistas e vídeos reais gravados pela família, com depoimentos dos pais, do irmão e do próprio Owen, “Life, Animated” passa por todos os momentos do diagnóstico, desde a angústia e impotência da família diante da condição desconhecida, até as pequenas descobertas do dia a dia, além de trechos da vida adulta de Owen. Já dedicamos um texto inteiro para falar sobre esse filme. Clique aqui para ler.

Quadrinhos

A diferença invisível (2017)

Escrita por Mademoiselle Caroline e Julie Dachez, a história em quadrinhos narra a vida de Marguerite. Ela tem 27 anos, é bonita, inteligente, trabalha e tem um namorado. Mas se sente deslocada e luta para manter as aparências: ruídos a atrapalham, conversas dos colegas a assolam. Ao descobrir que é autista, sua vida se transforma.

Literatura

Dibs: em busca de si mesmo (1964)

Com edições em português esgotadas, o livro escrito pela psicóloga norte-americana Virginia Mae Axline se tornou um artigo raro: é encontrado apenas em sebos. A obra conta a história real de um garoto que consegue se reconstruir através de uma terapia baseada em conceitos lúdicos, que lhe proporcionou condições para explorar seus pensamentos.

Peças teatrais

Da Desordem Que Não Anda Só (2017)

Apresentada em novembro, na cidade de São José do Rio Preto, a peça mostra a vida de uma família de classe média que tem um pai ausente, uma mãe que trabalha demais e dois filhos: Stevie, portador da síndrome de Asperger; e Julie, sua irmã adolescente. A partir do ponto de vista de Stevie, o protagonista, a peça faz um retrato da vida das pessoas “diferentes”, reforçando a importância de se respeitar a individualidade e não apagá-la em busca de aceitação. Você pode saber mais sobre a peça aqui.

O Som e a Sílaba (2017)

Também apresentada no mês de novembro, dessa vez em São Paulo, essa peça escrita por Miguel Falabella conta a história da amizade e cumplicidade entre uma professora de canto e sua aluna, Sarah, uma autista funcional que encontra na música uma maneira de se relacionar com o mundo. Leia aqui mais informações sobre a peça.

The Curious Incident of the Dog in the Night-Times (2014)

Sucesso na Broadway, esse monólogo baseado em um livro percorreu o mundo e voltou aos teatros americanos em 2017, dessa vez com uma grande surpresa: o papel do protagonista Christopher Boone, um jovem autista de 15 anos, é interpretado por um ator também autista, Mickey Rowe. Nesta entrevista traduzida pelo Estadão, Rowe defende que pessoas com autismo são muito capazes de fazer qualquer coisa, inclusive atuar, desde que tenham oportunidades.

Concerto

Concerto Azul (2017)

No início do ano, 29 pessoas autistas promoveram no teatro Miguel Falabella (RJ) a 2ª edição do Concerto Azul. No evento gratuito, crianças e jovens entre 3 e 24 anos dançaram, cantaram e tocaram instrumentos para celebrar a diversidade, sensibilizar o público sobre o TEA e dar visibilidade aos talentos musicais dos participantes. O concerto foi idealizado pela musicoterapeuta Michele Senra e contou com o trabalho voluntário de outros profissionais e estudantes dessa área.

Além dos títulos dessa lista, já falamos aqui no blog também sobre livros brasileiros que abordam o autismo e outras obras onde o TEA é o protagonista. Gostou das nossas dicas? Tem alguma para compartilhar? Conte pra gente nos comentários!

Netflix fecha nova temporada de série sobre autismo

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Atypical teve a produção da 2ª temporada confirmada. Série mostra a vida de um adolescente autista.

A Netflix, provedora global de filmes e séries via streaming, acertou ao “subir” em sua plataforma a série “Atypical”, criada por Robia Rashid. A primeira temporada foi dividida em 8 episódios que contaram a história de Sam Gardner (Keir Gilchrist), um garoto que tem Transtorno do Espectro do Autismo e, aos 18 anos, decide que está na hora de ter uma namorada e ter mais independência dos pais. O sucesso da série se comprova com a oficialização de sua 2ª temporada.

Embora suas críticas não tenham sido unanimemente positivas, Atypical ganha 10 episódios na próxima temporada — dois a mais do que na 1ª. A Netflix aproveita o espaço para seguir discutindo um tema que ainda precisa estar em vários meios e que, por hora, ganha repercussão em suas mãos. Com Jennifer Jason Leigh, Michael Rapaport, Brigette Lundy-Paine e Amy Okuda no elenco, a série deve voltar à plataforma em 2018.

O grande foco

O autismo é o ponto central da série, que menciona os diferentes graus da condição em vários personagens, do protagonista às participações especiais. Em uma das cenas, por exemplo, uma personagem comemora em um grupo de apoio às mães de crianças e jovens com TEA que sua filha de 15 anos formou sua primeira frase com três palavras. É um contraste quando comparado ao protagonista Sam, um garoto com certa autonomia, que trabalha e estuda.

Para dar mais realismo às cenas, a câmera assume a perspectiva do ator principal em alguns momentos, trazendo para mais perto a complexa rede de emoções que o personagem vive. Em outros momentos, a fotografia da série traz recortes voltados para os impactos que som alto, luz forte e imprevistos na rotina causam aos autistas. Esses detalhes aproximam o telespectador da situação, despertando afinidade e reconhecimento.

As abordagens

Para uma série com um tema central bem definido, as abordagens paralelas trazem situações cotidianas, prezando pela importância da empatia e das pequenas decisões que podem afetar as emoções dos outros. É uma comédia com pitada de drama que mostra bastante a vida familiar dos Gardner, levando para o ambiente escolar as discussões sobre bullying e inclusão através de situações facilmente reconhecíveis de um jovem autista em uma escola.

A série tenta fugir do clichê de que todos os indivíduos com autismo vivem dentro do seu próprio mundo, apresentando outros personagens que não têm a condição, mas demonstram dificuldades sociais. Além de tentar desestigmatizar o autismo, Atypical traz ao público lições e informações sobre o TEA, que vão desde características às maneiras de inclusão.

É uma série que vale a pena principalmente por seus recortes e permissões para “entrarmos na cabeça” de Sam e ver como seu universo faz sentido. Isso acontece nos muitos trechos narrados em primeira pessoa. É um bom ponto de partida para o esclarecimento, a empatia e a aproximação do universo do Transtorno do Espectro do Autismo. Vale a pena assistir!

Ficou animado e já quer fazer uma maratona? Conheça ou relembre a primeira temporada com o trailer da série.