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Museu americano tem projeto dedicado exclusivamente às crianças com autismo

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Você sabia que nos Estados Unidos algumas crianças e jovens autistas têm um interesse em comum por trens? Para o pessoal do Museu do Trânsito de Nova York essa não é uma novidade — e foi pensando nisso que em parceria com a organização Autism Speaks eles criaram o projeto extracurricular Subway Sleuths (“Detetives do Metrô” em tradução livre).

O Subway Sleuths tem como objetivo encorajar crianças entre 7 e 12 anos de idade, com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), a interagirem socialmente. O interesse que elas compartilham pelos trens é o gancho usado pelo programa para ajudá-las a desenvolverem suas habilidades sociais. Os participantes são incentivados a explorar a estação de metrô desativada onde funciona o museu, resolver mistérios do trânsito para se tornarem experts no assunto e compartilhar seu entusiasmo com os colegas. As crianças são divididas em turmas de acordo com suas idades, orientadas por um professor, uma fonoaudióloga e um educador do museu especialmente treinados para lidar com crianças com o espectro.

O programa existe desde 2011 e já colheu muitos resultados positivos. Consultores responsáveis por avaliar o projeto constaram que em 2012, por exemplo, todas as 11 crianças participantes demonstraram progresso na comunicação verbal ou não-verbal de suas lembranças da experiência vivenciada no museu. Essa conclusão é muito significativa, pois as pessoas com o espectro nem sempre guardam lembranças de suas experiências sociais positivas de uma forma que possam construir novas e mais profundas conexões. Ao recordar e destacar memórias compartilhadas anteriormente, as crianças aprendem a lembrar de experiências compartilhadas no passado e promover suas conexões com os demais colegas. Os consultores perceberam também que todas as crianças de 10 a 12 anos de idade tiveram progresso e mostraram interesse em fazer parte de um grupo durante as sessões. Todas demonstraram também novas habilidades na forma de se relacionarem com os colegas e compartilharem seus interesses em trens.

Segundo o jornal The New York Times, as crianças que participam do programa são tão fãs do sistema de transporte local que algumas sabem até o número exato de degraus de cada estação da cidade. Quem quiser saber mais sobre o Subway Sleuths pode acessar o guia do programa (em inglês) aqui.

1, 2, 3, 4, 5…como o autista lida com a repetição

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Abrir e fechar portas. Alinhar carrinhos de brinquedo por horas. Colocar a mão na boca o tempo todo. Balançar a cabeça para frente e para trás. Um dos comportamentos que sinalizam o autismo é a repetição.

Em geral, a partir dos dois anos, a criança já começa a apresentar alguns rituais repetitivos. Para pais que ainda estão aprendendo a lidar com o transtorno, esse tipo de característica pode ser perturbadora — e até prejudicial — na construção do relacionamento com os filhos. Como lidar com essa questão?

Primeiramente, é fundamental ter em vista que todos os autistas são diferentes entre si.

Isso quer dizer que dentro do espectro do autismo, existem registros de inúmeros comportamentos repetitivos — em maior e menor nível. Dentre os mais comuns: bater as mãos ou os braços em objetos, contrair algum músculo, repetir um ruído ou frase (também chamado de ecolalia), balançar o corpo para frente e para trás, bater a cabeça, repuxar os dedos, friccionar os dentes, coçar a pele. É importante observar esses comportamentos porque alguns podem prejudicar a saúde do autista, levando ao desgaste dos dentes ou a algum acidente.

E por que isso acontece?

A ciência ainda não tem clareza total sobre o assunto, mas pesquisas indicam que os autistas têm menor atividade em algumas áreas do cérebro que regulam as habilidades cognitivas. É possível tratar o problema com medicação, que deve ser orientada pela equipe médica que acompanha a criança, e também com terapia. O importante é entender o que está por trás do comportamento repetitivo, ou seja: qual é o gatilho?

Alguns autistas demonstram esse tipo de ação quando estão irritados ou insatisfeitos, outros quando se excitam sobre algum tema. Há casos em que o autista tem a repetição como forma de manter a atenção e fixar alguma informação que está aprendendo. Nem sempre é possível mapear o que causa o comportamento, mas é válido tentar observar se a criança não está tentando expressar uma mensagem que não consegue verbalizar. Talvez seja a forma dela dizer: “estou muito feliz” ou “não gosto disso”. Com paciência, é possível ensinar a ela outro caminho para se comunicar.

Conhecendo o assunto: filmes sobre autismo

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Uma simples sessão de cinema se transforma em uma experiência profunda quando nos identificamos com o enredo do filme. Aquela protagonista que vive dúvidas profissionais, um casal que passa por uma crise, uma família que convive com alguma condição que a define. Quando vemos nossos dramas na tela, a sensação é de que não estamos sozinhos. Selecionamos longas-metragens e documentários que falam sobre o autismo. Muitos narram histórias inspiradoras, outros dão voz a sentimentos de frustração diante do desconhecido, mas todos têm algo importante a dizer. Olha só:

  1. Sounding the alarm — o documentário produzido nos Estados Unidos acompanha a rotina de 12 famílias que convivem com o autismo. Uma produção bem feita que mostra de forma realista os dramas e as alegrias do dia a dia de quem precisa vencer os desafios do transtorno.
  2. A história de Luke — o filme narra a história de Luke, um autista de 25 anos que vive com os avós. Quando a avó falece, ele precisa cuidar do avô e lidar com o irmão, que não sabe lidar com Luke.
  3. Um time especial — o treinador de uma liga de beisebol escolhe um garoto autista para ser o lançador do time. A escolha desperta polêmica e a dupla precisa vencer os preconceitos e mostrar que a condição não é uma barreira para o sucesso.
  4. Adam — premiado no Sundance Film Festival, o filme gira em torno de um rapaz com síndrome de Asperger. Depois da morte do pai, Adam passa a morar sozinho e inicia um relacionamento com sua vizinha.
  5. Sei que vou te amar — Thomas tem 16 anos e precisa cuidar do irmão mais velho, Charlie. Autista, Charlie precisa de cuidado e atenção quando eles mudam de casa e de escola. O contexto acaba afetando a vida pessoal de Thomas, que precisa aprender a lidar com essa responsabilidade.

Tem alguma indicação de filme sobre o assunto? Compartilha com a gente nos comentários!

Biotecnologia: nem tão novo, nem tão longe

Entenda os benefícios da biotecnologia nos estudos sobre autismo

Engana-se quem pensa que a biotecnologia é algo novo. É muito provável que hoje, antes de ler esse texto, você já tenha consumido algum produto envolvendo processos biotecnológicos. Comeu um pedaço de pão ou queijo? Tomou algum medicamento? Adubou as plantas? A biotecnologia está (muito) presente em nosso cotidiano e essa relação existe há milhares de anos. Registros mostram que a civilização suméria, por exemplo, usava a fermentação de grãos para produzirem bebidas alcoólicas 6.000 a.C.. Além da produção de alimentos, a fermentação foi importante no desenvolvimento de combustíveis e antibióticos. De forma simplificada, a biotecnologia significa o uso inteligente de organismos vivos em algum processo. Dos sumérios pra cá, muita coisa mudou e a biotecnologia se tornou uma área de conhecimento científico de ponta.

Pesquisadores em todo o mundo se dedicam a compreender o funcionamento dos seres e de como esse conhecimento pode ser aplicado.

É possível descobrir como uma bactéria pode ajudar na produção de uma enzima ou como decifrar informações presentes em nosso DNA, por exemplo.

Na área da saúde, os avanços biotecnológicos são fundamentais para o descobrimento de novos medicamentos, tratamentos e mesmo para delinear hipóteses. A manipulação de microrganismos possibilita que os cientistas desenvolvam recursos e avancem nas pesquisas sobre alterações genéticas.

Mas como a biotecnologia pode ajudar especificamente nas pesquisas sobre autismo? Isso já está acontecendo — e os resultados são palpáveis. Já se sabe que essa é uma condição extremamente particular, se manifestando em níveis e formas diferentes em cada pessoa. Usando a biotecnologia, é possível fazer o mapeamento genético e precisar os genes que apresentam alterações. A grande evolução é na possibilidade de fazer testes de medicamentos e terapias de acordo com as especificidades genéticas individuais. Dessa forma, os sintomas passam a ser tratados de forma estratégica.

Se interessou? A Tismoo está trabalhando nisso e quer ajudar você a entender melhor o assunto. Vamos conversar?